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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Bacalhau com Carlos Reynolds Colheita 2009



Bacalhau não é um prato, é um evento! Quando tem bacalhau parece que a casa se transforma, todo mundo pergunta se já dessalgou um dia antes, como vai ser feito, que horas que é para chegar... E quando chega o dia, o momento, os sorrisos surgem com naturalidade, a celebração é revigorante e a semana que está por vir fica mais leve... 
Pois é! Para mim bacalhau é assim, nós todos servimos ele em datas especiais, e na verdade é ele que faz de qualquer almoço uma confraternização especial, seja em família, seja com os amigos! 
Aqui em casa bacalhau é com vinho do alentejo! As vezes tento com outro vinho português, mas na maioria das vezes... dá Alentejo na cabeça! Prefiro os vinhos mais jovens ou colheita, com menos madeira e mais fruta, entendo que casam melhor com a estrutura deste peixe singular. 
O Carlos Reynolds Colheita 2009 é pura fruta! As frutas vermelhas frescas são marcantes tanto nos aromas como no retrogosto. Corpo médio, boa acidez e taninos firmes, amarrando bem a boca. Final alcoólico prejudicou um pouco o conjunto, mas é característico dos vinhos joviais do Alentejo, enfim é esperado.
Casou muito bem com o bacalhau assim como com os acompanhamentos. 
Forte Abraço!

terça-feira, 18 de junho de 2013

Herdade do Rocim Tinto 2009


Recebi este vinho para mais uma degustação virtual do Winebar, projeto muito legal onde as pessoas/bloggers bebem e comentam o vinho pelo Facebook. 
Mas retomando, essa degustação rolou ontem e tratou dos vinhos da Herdade do Rocim, produtor português, mas precisamente de Vidigueira, Alentejo. Começou apresentando este vinho, um corte alentejano já com a presença tradicional da Syrah. 
Na taça um vinho de cor rubi translúcida e chorão, muitas lágrimas pelas paredes da taça. Os aromas remeteram a frutas negras maduras e nuances de cravo, canela e outras especiarias. Na boca corpo médio, taninos maduros, mas acidez moderada e ponta alcoólica, me incomodou! Ficou desequilibrado.
Jantei com Penne a Calabresa, mas o vinho foi atropelado apesar dos taninos e corpo, provando que a acidez é fator determinante na harmonização. 
Apesar de não ter gostado do momento atual do vinho, acho que ele já deve ter sido bem  mais interessante... 
Forte Abraço!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O Apocalipse Maia - Capítulo VI - Domingo, Calor, Bacalhau & Rosé Português!


O domingo chegou! Atribulado por uma série de coisas da vida, mas o final da tarde reservava os "melhores momentos" de um Domingo acalorado... 
Eram 17hs quando eu e minha esposa chegamos, logo já estávamos na cozinha preparando o merecido jantar. Durante o dia deixei o bacalhau dessalgando. Os planos eram para um escondidinho. 
Em pouco mais de 01 hora o purê de batatas estava pronto e bacalhau refogado, então foi só enformar e levar ao forno por 20 minutos. eu queria beber com um grande vinho tinto português, do Alentejo com eu gosto com Bacalhau, mas com esse calor não dá! 

Então escolhi um rosé português, é lógico! Da Península de Setúbal, um corte de Castelão, Aragonês e Trincadeira, o Bastardo 2011 é um vinho cheio de espírito como seu produtor insinua. 
Um rosé menos aromático que os novo-mundistas, mas com personalidade, cerejas e açúcar mascavo ao nariz, na boca, médio corpo, boa acidez e persistência, escorrega fácil... Perfeito para o calor, pratos leves e saladas com frutas. 
Em relação ao Escondidinho de Bacalhau, acompanhou e valorizou o prato, mas faltou intensidade para suportar o sabor acentuado do peixe.
Com certeza uma noite para acalmar o espírito e o clamor dos Deuses Maias. 
Forte Abraço!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Vale da Mina Tinto 2008

 
Mais um vinho alentejano por aqui... e esse é para começar o ano, afinal é um Best Buy! Paguei por essa meia garrafa R$ 17 e pela garrafa o preço gira os R$ 25. É um corte de Castelão, Trincadeira e Aragonês (Tempranillo).
Numa noite dessas... de meio de semana decidi por abrir esse vinho que me foi recomendado por alguns amigos. E realmente comprovei sua qualidade. Aromático, equilibrado e persistente. Acompanhei com uma massa e um polpetonne ao sugo, não foi uma harmonização propriamente dita, mas não brigaram e pude desfrutar tranquilamente da refeição. 
Na taça cor rubi ainda violácea e muitas lágrimas... Os aromas demonstraram uma fruta madura exuberante, nuances herbáceos, evoluindo para discretos chocolate e café, o que chama a atenção afinal o vinho não passa por estágio em madeira. Por outro lado reafirma que com uma boa colheita, os vinhos são sempre complexos e excelentes. 
Na boca excelente equilíbrio! Boa acidez, corpo médio, nenhum sinal de álcool ou amargor e taninos finos e maduros. Retrogosto confirmando a fruta madura e com boa persistência. 
Enfim para comprar de caixa... 
Forte Abraço!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Herdade do Esporão Reserva Tinto 2006

Novamente o Vivendo Vinhos comenta um clássico... a Herdade do Esporão é reconhecida mundo afora pela sua qualidade, e eu nunca havía comentado algum vinho deles... e por que não começar com aquele que é objeto de desejo de muitos enófilos? 
Este alentejano é um corte de 04 uvas, 03 portuguesas e 01 francesa, a saber, Aragonês, Alicante Bouschet, Trincadeira e a Cabernet Sauvignon. Estagia 12 meses em carvalho, 70% americano e 30 % francês. Encontramos nas nossas prateleiras por R$ 85. 
Na taça tem uma vibrante cor rubí translúcida e lágrimas em demasia, denotando seu elevado grau alcóolico (14,5). Os armas são intensos e abundantes: frutas negras doces, notas de couro, terra, balsâmico, notas químicas, pimenta, etc... 
Um vinho encorpado, taninos maduros e com ótima acidez, vocação gastronômica com certeza!  Uma pontinha de amargor aparecendo no seu final assim como álcool, mas nada que atrapalhe. Retrogosto frutado e com boa persistência. 
Vai muito bem com porco alentejano, não é João Filipe
Forte Abraço! 

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Vinha da Tapada 2005, Descompromissado...


Tinto, Aragonês, Trincadeira, Castelão Cabernet Sauvignon
Portugal
Herdade dos Coelheiros
R$ 45
Com certeza uma das melhores opções Alentejanas a disposição no mercado brasileiro. Os vinhos do Alentejo me agradam cada vez mais... Este aqui surpreende por sua textura macia e ao mesmo tempo intensa.
À taça apresnte cor rubí com reflexos ferrugem (granada) e halo aquoso aparente denotando evolução. Lágrumas abundantes. O nariz é intenso com aromas de cerejas maduras, notas de chocolate e couros completam o painel com o devido tempo na taça.
Na boca está sua maior qualidade! Retrogosto de cereja intenso e persistente! Corpo médio mas com taninos macios e presentes. Acidez e álcool equilibrados.
Um vinho que agrada fácil pois é frutado e não seca muito a boca, suavemente doce, dando a ele uma característica gastronômica. É o tipo de vinho para se beber com os amigos e pizza! Leve, descompromissado chega a ser alegre se isso é possível...
Outro ponto importante é que enocntramos este em meia-garrafa, R$ 27 cada, o que o torna mais versátil e uma boa opção para o jantar de meio de semana onde não queremos exagerar...
Forte Abraço!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Herdade das Fontes 2004

Tinto, Trincadeira, Aragonês, Castelão

Portugal - Alentejo

Herdade das Fontes

Preço: R$ 29

Mais um português do Alentejo que passa pelo Vivendo Vinhos. Comprei duas meia-garrafas deste aqui lá na Excelência por indicação da Ana. Havía pedido vinhos simples para o dia a dia, e ela me mostro a meia por R$ 15... Achei que valía experimentar.

Realmente mostrou-se uma boa opção para as refeições diárias. No exame visual constatamos uma cor rubí-translúcida, brilhante e muitas lágrimas.

Os aromas remetiam a frutas negras e toques herbáceos, um painel simples mas persistente e de boa intensidade.

Na boca boa presença e características gastronômicas. Corpo médio, boa acidez, carga tânica moderada e madura, álcool equilibrado e final de média persistência.

Sugiro com aves e massas simples como um fetuccine a alho e óleo.

Também acho um vinho legal para servir a amigos que não estejam muito familiarizados ou que não gostem tanto de vinhos como nós.

Forte abraço!

terça-feira, 30 de junho de 2009

Monte Velho Tinto 2006

Tinto, Trincadeira, Aragonês e Castelão
País: Portugal - Alentejo
Preço: R$ 38
Ultimamente ando procurando boas opções de meia-garrafa por aí. O Monte Velho é uma delas! Essa procura visa beber menos e principalmente porque minha esposa me acompanha numa taçinha e olhe lá!
Gosto dos vinhos do Alentejo pelo seu lado gastronômico, pelo corpo médio e pela carga tãnica sempre firme. O Monte Velho é um vinho interessante, frutado, preservando a elegância, mas resguardando alguma potência. Bebí essa meia garrafa acompanhada de minha esposa e me custou R$ 23.
Este vinho apresentou cor rubí violácea intensa, halo aquoso mínimo e muitas lágrimas e bem espessas. Os aromas remeteram a frutas frescas, com um toque de ameixa e nuances defumados. A evolução aromática trouxe aromas de chocolate e caramelo.
Na boca um bom ataque com retrogosto frutado, boa carga tãnica e madura, sustentada por um bom corpo, acidez correta e álcool na medida para amaciar a boca. Uma pequena aresta de álcool, característica do Alentejo, que serviu para esquentar mais uma fria noite de inverno.
E o mais importante, a Val gostou!
Um vinho que permanecerá bom por uns dois anos, mas sem grandes evoluções. Experimente com carnes e massas.
Forte Abraço!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Então é Natal...

Um Feliz Natal a todos!!!

Ontem dia 24 aconteceu a esperada ceia!!! Um verdadeiro evento gastronômico aqui na minha família... tinha bacalhau, penne a carbonara, Perú (é lógico e indispensável), salpicão, risoto de pêra com gorgonzola, fora as sobremesas... frutas, mousse de damasco, sorvete de creme caseiro com calda de chocolate... tudo muito bom e delicioso!

Como eu gosto de vinhos, a micelânia enogastronômica estava armada!!! Um Cava Espanhol Don Román Brut para iniciar as atividades, 11,5% de álcool, equilibrado, porém de acidez marcante e muito aromático, que bouquet! Não tomei anotações, só sei do álcool porque tem uma outra garrafa fechada e estou olhando para ela, a propósito as uvas são: Macabeo, Xarello e Parellada.

Ainda tivemos uma opção de Gewurztraminer da Alsácia, era um 2005, Domaine Paul Blanck, de cor amarelo palha com reflexo dourado, o vinho é aromático, mel e flores, na boca a untuosidade do mel se confirma junto com as frutas brancas e o pêssego. Todo conjunto é harmonioso! Um belo vinho! O melhor da noite natalina...

Com o bacalhau optamos por um Chardonnay chileno, mas a madeira excessiva no corpo do vinho me desapontou. Era um Casas del Bosque Chardonnay 2006, são 06 meses de estágio em carvalho francês de primeiro uso. O vinho com o corpo sobressaltando na boca, um vinho intenso, forte. Mas não deu muito certo com o bacalhau. Não gostei.

Sempre tento com bacalhau beber um Chardonnay com estágio em madeira, mas acho que não estou sendo feliz com essa combinação, vou voltar aos tintos do Alentejo para este prato. Por outro lado meu pai gostou muito desta combinação. Achou o vinho "esplêndido".

Servimos um tinto, leve é claro, optamos pelo Trincadeira 2006 da Adega de Pegões, que você já conhece de um outro post, é só clicar e relembrar.

E hoje a comilança continua... é dia de churrasco! Acho que um malbec argentino para desentoxicar... risos

Mais uma vez: Feliz Natal!!!

Forte Abraço

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Adega de Pegões Trincadeira 2006

Tinto, 100% Trincadeira,

País: Portugal

Adega de Pegões

Preço: R$ 70 - comprei por R$ 35 pelo Clube

Se os vinhos de Tannat são ditos masculinos, pela grande carga tânica que possuem, podemos dizer que um Trincadeira é feminino, pois possuí uma carga tânica gentil e relativamente pequena.

Este vinho foi trazido ao Brasil pela Sociedade da Mesa, clube de vinhos tintos do qual participo. Neste tipo de modalidade de compra existe um ou mais profissionais selecionando os vinhos, estes serão entregues mensalmente na casa dos associados. Os conceitos para seleção dos vinhos podem variar de clube para clube, no caso da Sociedade da Mesa há uma idéia de preço objetivo de R$ 35! Este clube tem a direção do Sr Dario Taibo, que está de parabéns pelas seleções que vem fazendo.

Enfim, o vinho de hoje acredito ser uma importação exclusiva, pois não o encontro para comprar em local algum ou apenas em sites europeus. Deste, segundo o site do produtor, foram feitas apenas 7.000 garrafas. Aliás o produtor foi eleito a melhor cooperativa vinícola de Portugal em 2006, mais um privilégio. Conste ainda que são 06 meses de barris de carvalho francês e americano e mais 04 meses de garrafa antes da comercialização.

Visualmente o vinho é rubí, sem reflexos e brilhante. As lágrimas são finas e em boa quantidade, denotando o álcool. No nariz os aromas remtem as frutas negras e passas, além de especiarias. Com tempo na taça o vinho apresenta uma lembrança herbácea e de chocolate.

Na boca o vinho desce fácil, é redondo. Acidez boa equilibrando o álcool, corpo médio e taninos saborosos e gentis, porém em quantidade pequena. A madeira está bem integrada ao conjunto e, também, é bem discreta. Nos aromas de boca e retrogosto as frutas negras se confirmaram dando ao vinho um final doce, gostoso, porém de ligeiro para médio.

Acredito que com massas de molhos simples e grelhados sempre é uma boa opção.

Uma boa oportunidade para conhecer esta uva! Pela delicadeza, uma boa alternativa aos Merlot e Pinot Noir que bebemos quando queremos vinhos tintos mais leves. Ainda bem que tenho outras duas garrafas...

Forte Abraço!