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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O Apocalipse Maia - Capítulo VI - Domingo, Calor, Bacalhau & Rosé Português!


O domingo chegou! Atribulado por uma série de coisas da vida, mas o final da tarde reservava os "melhores momentos" de um Domingo acalorado... 
Eram 17hs quando eu e minha esposa chegamos, logo já estávamos na cozinha preparando o merecido jantar. Durante o dia deixei o bacalhau dessalgando. Os planos eram para um escondidinho. 
Em pouco mais de 01 hora o purê de batatas estava pronto e bacalhau refogado, então foi só enformar e levar ao forno por 20 minutos. eu queria beber com um grande vinho tinto português, do Alentejo com eu gosto com Bacalhau, mas com esse calor não dá! 

Então escolhi um rosé português, é lógico! Da Península de Setúbal, um corte de Castelão, Aragonês e Trincadeira, o Bastardo 2011 é um vinho cheio de espírito como seu produtor insinua. 
Um rosé menos aromático que os novo-mundistas, mas com personalidade, cerejas e açúcar mascavo ao nariz, na boca, médio corpo, boa acidez e persistência, escorrega fácil... Perfeito para o calor, pratos leves e saladas com frutas. 
Em relação ao Escondidinho de Bacalhau, acompanhou e valorizou o prato, mas faltou intensidade para suportar o sabor acentuado do peixe.
Com certeza uma noite para acalmar o espírito e o clamor dos Deuses Maias. 
Forte Abraço!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Vale da Mina Tinto 2008

 
Mais um vinho alentejano por aqui... e esse é para começar o ano, afinal é um Best Buy! Paguei por essa meia garrafa R$ 17 e pela garrafa o preço gira os R$ 25. É um corte de Castelão, Trincadeira e Aragonês (Tempranillo).
Numa noite dessas... de meio de semana decidi por abrir esse vinho que me foi recomendado por alguns amigos. E realmente comprovei sua qualidade. Aromático, equilibrado e persistente. Acompanhei com uma massa e um polpetonne ao sugo, não foi uma harmonização propriamente dita, mas não brigaram e pude desfrutar tranquilamente da refeição. 
Na taça cor rubi ainda violácea e muitas lágrimas... Os aromas demonstraram uma fruta madura exuberante, nuances herbáceos, evoluindo para discretos chocolate e café, o que chama a atenção afinal o vinho não passa por estágio em madeira. Por outro lado reafirma que com uma boa colheita, os vinhos são sempre complexos e excelentes. 
Na boca excelente equilíbrio! Boa acidez, corpo médio, nenhum sinal de álcool ou amargor e taninos finos e maduros. Retrogosto confirmando a fruta madura e com boa persistência. 
Enfim para comprar de caixa... 
Forte Abraço!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Vinha da Tapada 2005, Descompromissado...


Tinto, Aragonês, Trincadeira, Castelão Cabernet Sauvignon
Portugal
Herdade dos Coelheiros
R$ 45
Com certeza uma das melhores opções Alentejanas a disposição no mercado brasileiro. Os vinhos do Alentejo me agradam cada vez mais... Este aqui surpreende por sua textura macia e ao mesmo tempo intensa.
À taça apresnte cor rubí com reflexos ferrugem (granada) e halo aquoso aparente denotando evolução. Lágrumas abundantes. O nariz é intenso com aromas de cerejas maduras, notas de chocolate e couros completam o painel com o devido tempo na taça.
Na boca está sua maior qualidade! Retrogosto de cereja intenso e persistente! Corpo médio mas com taninos macios e presentes. Acidez e álcool equilibrados.
Um vinho que agrada fácil pois é frutado e não seca muito a boca, suavemente doce, dando a ele uma característica gastronômica. É o tipo de vinho para se beber com os amigos e pizza! Leve, descompromissado chega a ser alegre se isso é possível...
Outro ponto importante é que enocntramos este em meia-garrafa, R$ 27 cada, o que o torna mais versátil e uma boa opção para o jantar de meio de semana onde não queremos exagerar...
Forte Abraço!

sábado, 26 de dezembro de 2009

Berço do Infante 2006, um Best Buy...


Tinto, Aragonês (50%) e Castelão (50%)
Portugal
Dão Sul
Preço: R$ 24,80
Temos aqui uma das melhores compras disponíveis no mercado, na minha modesta opinião. Os vinhos básicos portuguesese tem demonstrado qualidade excelente e excepcional relação de preço.
Vinho Regional da Estremadura, o Berço do Infante agrada pela sua fruta madura e pela textura de seu corpo e taninos, tudo equilibrado e saboroso. Está em excelente momento de consumo e pode ser encontrado com facilidade, principalmente nas lojas da Expand, seu importador.
Na taça apresentou cor rubí com reflexo violáceo, halo aquoso semi desenvolvido indicando bom momento para o consumo. O nariz não é complexo mas os aromas são muito intensos e persistentes com destaque para as frutas vermelhas maduras.
A boca confirma as frutas no retrogosto com bom volume de sabor e corpo equilibrados a textura de taninos sedosos, boa acidez e álcool correto. Sem arestas, este vinho surpreende com boa persistência.
É um vinho do estilo frutadão que podemos servir aos amigos sem nenhuma preocupação. Pode acompanhar pratos como porco: lombo, pernil e até mesmo uma costelinha... E podemos nos divertir com ele por todo 2010...
Forte Abraço!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Roaz Reserva 2005

Tinto, Aragonês e Castelão

País: Portugal

Estremadura (Lisboa)

Preço: R$ 19

Mais um vinho português por aqui. Desta vez da região de Estremadura que está mudando para o nome de Lisboa... Um corte de Aragonês e Castelão que é típico da região. Vinho frutado e gastronômico, gostei!

Importado pela Expand paguei incríveis R$ 13,30 nesta garrafa no Outlet Premium.

Na taça apresentou coloração rubí translúcida e halo aquososo aparente. O nariz trouxe frutas vermelhas frescas, nuances herbáceos e de pimenta evoluindo para chocolate.

Na boca comportou-se bem! Corpo médio para leve, boa acidez, taninos maduros, retroolfato frutado, álcool equilibrado e surpreendente persistência.

Um vinho para todos os dias que poderá ir bem com pizzas, massas, aves e carnes grelhadas. Tentei com bacalhau mas faltou corpo.

Uma boa pedida para servir num happy hour também, pois tem ótimo preço e é de um estilo que agrada facilmente.

Apenas mais uma observação, como não encontrei uma foto legal do vinho nem no site do produtor e Roaz é uma espécie de golfinho, fica a foto do nosso simpático amigo.

Forte Abraço!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Herdade das Fontes 2004

Tinto, Trincadeira, Aragonês, Castelão

Portugal - Alentejo

Herdade das Fontes

Preço: R$ 29

Mais um português do Alentejo que passa pelo Vivendo Vinhos. Comprei duas meia-garrafas deste aqui lá na Excelência por indicação da Ana. Havía pedido vinhos simples para o dia a dia, e ela me mostro a meia por R$ 15... Achei que valía experimentar.

Realmente mostrou-se uma boa opção para as refeições diárias. No exame visual constatamos uma cor rubí-translúcida, brilhante e muitas lágrimas.

Os aromas remetiam a frutas negras e toques herbáceos, um painel simples mas persistente e de boa intensidade.

Na boca boa presença e características gastronômicas. Corpo médio, boa acidez, carga tânica moderada e madura, álcool equilibrado e final de média persistência.

Sugiro com aves e massas simples como um fetuccine a alho e óleo.

Também acho um vinho legal para servir a amigos que não estejam muito familiarizados ou que não gostem tanto de vinhos como nós.

Forte abraço!

terça-feira, 30 de junho de 2009

Monte Velho Tinto 2006

Tinto, Trincadeira, Aragonês e Castelão
País: Portugal - Alentejo
Preço: R$ 38
Ultimamente ando procurando boas opções de meia-garrafa por aí. O Monte Velho é uma delas! Essa procura visa beber menos e principalmente porque minha esposa me acompanha numa taçinha e olhe lá!
Gosto dos vinhos do Alentejo pelo seu lado gastronômico, pelo corpo médio e pela carga tãnica sempre firme. O Monte Velho é um vinho interessante, frutado, preservando a elegância, mas resguardando alguma potência. Bebí essa meia garrafa acompanhada de minha esposa e me custou R$ 23.
Este vinho apresentou cor rubí violácea intensa, halo aquoso mínimo e muitas lágrimas e bem espessas. Os aromas remeteram a frutas frescas, com um toque de ameixa e nuances defumados. A evolução aromática trouxe aromas de chocolate e caramelo.
Na boca um bom ataque com retrogosto frutado, boa carga tãnica e madura, sustentada por um bom corpo, acidez correta e álcool na medida para amaciar a boca. Uma pequena aresta de álcool, característica do Alentejo, que serviu para esquentar mais uma fria noite de inverno.
E o mais importante, a Val gostou!
Um vinho que permanecerá bom por uns dois anos, mas sem grandes evoluções. Experimente com carnes e massas.
Forte Abraço!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Alentejo: Degustação na Brancotinto

Era uma noite fria de segunda-feira nada melhor que um vinho para aquecer o coração e o corpo. Estava lá eu para mais uma graciosa degustação de vinhos portugueses, a região que passearíamos era o Alentejo, noite tranquila e prazerosa...
O convite para a degustação venho da Josi e do Marcelo da Brancotinto, espaço amplo, fino e agradável, onde você de Indaiatuba pode comprar bons vinhos de diversos importadores. A Degustação trazía 05 vinhos, apenas um branco, mas o mais legal é que os produtores estavam lá! José Castello Branco, proprietário da Sociedade Agrícola do Guadiana, produtor dos conhecidos Herdade Paço do Conde e Henrique Cachão, sócio da Cachamoa - Cia de Vinhos e Azeites e também sócio da importadora Lusitana de Vinhos e Azeites. Dois senhores extremamente educados, gentís e simpáticos, além d seree obviamente apaixonados por vinhos como nós.
Podería falar dos cinco vinhos, mas dessa vez vou fazer um post mais curto e vou falar de dois apenas, porque de um eu já falei, o interessante Herdade Paço do Conde Reserva, é só clicar e relembrar. Mas gostaría de afirmar que todos os vinhos eram interessantes e prazerosos, como devem ser.
Começo então pelo branco, o primeiro vinho da noite, extremamente delicado, o Herdade Paço do Conde Branco 2007, chama a atenção pelo aroma floral e de frutas brancas, com sutíl e agradável toque mineral. Acidez razoável e leveza de corpo bem integrados ao 12% de álcool. É um corte de Antão Vaz e Arinto. Recomendo com entradas muito leves como saladas com palmito.
Partimos para outros tintos, mas o que mais me agradou foi o Barão do Sul Garrafeira 2002, vinho das Terras do Sado, o único que não era do Alentejo, eu particularmente tenho um caso de amor com essa região portuguesa.
Este tinto passa 18 meses por carvalho francês e fica mais 18 meses na adega em garrafa antes de ser comercializado. É um corte de Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah e Castelão. Boa potência e equilíbrio resultando em elegância! Boa carga tânica de boa qualidade e casou bem com o Bacalhau que foi servido ao final da degustação. Me agradou muito.
A Josi e Marcelo meus sinceros agradecimentos e espero por outros convites.
Gostaría de convidar você, meu leitor, a conhecer o outro projeto deles com muitas entrevistas e bom conteúdo, o Brancotinto TV é um portal digital para quem ama o néctar de Baco.
Forte Abraço!

Na foto: Henrique Cachão, Josi Pieri e José Castello Branco