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sexta-feira, 6 de junho de 2014

Salton Intenso Merlot Tannat 2011, Bom Parceiro do Churrasco!!!


Há mais ou menos um mês, mais precisamente em 24 de abril foi o Dia do Churrasco!!! Que alegria meu amigo!!! Eu sou chegado numa churrasqueira, queimar uma carne é uma arte, mas estou longe do amigo Tiago Bulla, esse gaúcho manda bem demais!!! 
Mas eu cometi uma heresia nesse dia, um absurdo, um Ultraje!!! Almocei num restaurante natureba, de saladas... Quando me toquei já era tarde... Nunca é tarde! Não é verdade? 
Passei no açougue, fui para casa e botei fogo na churrasqueira!!! Com os Medalhões de Pernil de Javali e Bife de Ancho na grelha me dirigi a adega e decidi pela intensidade da nova linha da Salton. 
Este Merlot/Tannat 2011 é um vinho interessante, de caráter rústico que casa bem com carnes mais fortes. Feito com 50% de cada uva e 06 meses de estágio em Barricas de Carvalho, a Merlot em Carvalho Francês e a Tannat em Carvalho Americano. 
Na taça coloração rubi intensa com reflexo violáceo. Aromas de frutos negros maduros, ervas e chocolate amargo. Na boca boa estrutura, excelente acidez, e com predominância marcante dos taninos, um tanto quanto ríspidos, o que confere esse caráter mais rústico que comentei. 
Gostei bastante do vinho, tanto que não sobrou uma gota, mas acho que iria melhor com uma boa costela ou com aquela gordurinha da picanha. 
Conheça outros vinhos brazucas aqui!
Forte Abraço!

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Viñedo de Los Vientos Tannat 2010


Bom... eu sou fã dos vinhos uruguaios, muito fã dos vinhos uruguaios! Adoro Tannat, na verdade gosto de tudo que fazem por lá... 
Aí domingão desses... costelão no fogo... Estava pronta a oportunidade para abrir um Tannat uruguaio!!! E assim foi... 
Escolhí um Tannat da Viñedo de Los Vientos, safra 2010, capítulo a parte é o rótulo, lindíssimo! O vinho era tudo que eu esperava, encorpado e aromático. 
Na taça aquela cor rubí com suave reflexo violáceo, aromas de flores, frutas vermelhas e negras em compota, especiarias como pimenta, cravo e canela. Aromas de cacau e de couro completavam o painel. Bem complexo! 
Na boca bom equilíbrio, ainda potente, mas com boa acidez e carga tânica elevada, mas macia, casou com a costela! Retrogosto das frutas em compota confirmando na boca! Belo vinho! 
Forte abraço!

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Abraxas 2007, a Safra é Nova, a Qualidade é a de Sempre!!!


Semana passada estive reunido em uma das confrarias que participo e o tema era Uruguai, eu e outro confrade éramos responsáveis pelos vinhos e um dos que levei foi este Abraxas, que já posso dizer, o cultuo! 
O 2002 bebi várias vezes, e sempre um espetáculo de equilíbrio sem dispensar a volumosa  e característica carga tânica. Mas esse 2007 está no auge, me surpreendeu! 
Como sempre a Tannat dá um vinho de cor violácea, os aromas remetiam a frutas negras maduras, carne, couro, balsâmico, chocolate amargo, ervas e por aí vai... Na boca, equilíbrio e estrutura! Grande corpo, boa acidez, volume tânico imenso e maduro, os taninos já estão finos! Retrogosto marcado pelas frutas maduras. 
Harmonizamos com cortes de diversas carnes, enfrentou bem a gordura da picanha e do ancho! 
Forte Abraço!

terça-feira, 21 de maio de 2013

Gimenez Mendez Idenity 2010 no Retorno ao El Fogón!


Recentemente passei uns dias no Uruguai, desta vez não fui fazer enoturismo, mas sim o turismo regular, se é que posso dizer desta forma. Viajei com a minha esposa e amigos e acabamos por passar um dia na Bouza, assunto para outro post... 
A única coisa que eu realmente fazia questão de repetir era ir ao El Fogón, restaurante no Centro de Montevidéo, na Av San Jose. Tive uma noite memorável lá no ano passado e queria repetir. 
O El Fogón tem uns vinhos de safras mais antigas na carta, alguns rótulos tem verticais a disposição. Mas acabei escolhendo algo mais novo desta vez, safra 2010. A verdade é que sempre gostei dos vinhos da Gimenez Mendez e ainda não havia provado nenhum neste retorno ao Uruguai. 
Escolhi o Idenity, um corte de Tannat, Syrah e Petit Verdot, vinho elaborado em homenagem a Marta Mendez, presidente da Bodega.
É um belo vinho! Na taça aquela cor rubi púrpura e lágrimas abundantes. Os aromas começaram fortemente marcados pelo carvalho, aquele aroma de bodega mesmo, barrica em contato com o vinho, mas com o decanter e o tempo foram evoluindo, vieram as frutas negras maduras, florais, especiarias como a pimenta do reino e canela e ervas como alecrim. Em dado momento a madeira retornou como chocolate e baunilha. 
Na boca mostrou-se um vinho potente, de grande estrutura, com acidez elevada e carga tânica volumosa e suave. Já casa muito bem com as carnes, mas não há duvidas que este vinho vai crescer nos próximos dois anos. Retrogosto frutado e persistente. 
Acompanhei com Assado de tira de Novilho... 
Forte Abraço!

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Colomé Estate Malbec 2009, O #Malbec das Alturas!!! #cbe #winesofargentina


Neste mês tivemos o Malbec World Day, e a CBE recebeu o convite da Wines Of Argentina para degustarmos Malbecs variados ao longo de todo abril. 
Eu optei por este intrigante vinho de Salta, região já tradicional na produção dos melhores Torrontés argentinos. O importante em Salta é a altitude, acima dos 2.000m, com temperaturas mais amenas o frescor da uva e por consequência dos vinhos é sua potencial qualidade. 
O Colomé Estate Malbec 2009 foi produzido a partir de vinhedos que ficam entre 2.300m e 3.100m de altitude. Estagiou 12 meses em barricas francesas, 20% novas. Apesar de levar Malbec no rótulo, não é um varietal. É um corte com base de Malbec (85%), tem ainda Tannat, Cabernet Sauvigon e Syrah. 
O resultado é um vinho de coloração rubi intensa e sem reflexos. Os aromas remetem a frutas negras em geléia, pimenta negra, couro, terra molhada, chocolate, café, baunilha e uma dicreta nota de mineralidade. Um painel de ótima complexidade! O detalhe aqui é que aquele sutil floral da Malbec não dá o ar da graça. 
Na boca é um vinho que se impõe através do seu robusto corpo carregado de taninos macios e elevada acidez. Essa acidez que é resultado da altitude deixa este vinho menos doce que a maioria dos Malbecs que conhecemos, poi afinal os 14,5% de álcool estão lá! Um conjunto de maior equilíbrio portanto! No retrogosto sentimos a fruta mas tem uma interessante pegada mineral. 
Acompanhou um ragu de pernil de cordeiro que fiz numa noite de sexta-feira. Serví esse cordeiro sobre uma cama de purê de abóbora e polvilhei uma farofa de funghi por cima! Ficou bonito mas mais importante é que fez um belo par com a carne! 
Forte abraço!

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Noite de Belos Vinhos!

Um fim de semana desses que passou, eu e a Val decidimos visitar o Rio de Janeiro e os amigos Claudio e Rafaela, do Le Vin au Blog. Foram dois dias que passaram muito rápido mas foram de muita alegria. 
No sábado depois de um veloz city tour pelos pontos turísticos mais famosos do Rio, paramos na Praia Vermelha para degustarmos dois ótimos espumantes... um Adolfo Lona e o maravilhoso Maria Valduga, presente dos queridos Gil e Érika Mesquita, e ficar escrevendo sobre a qualidade desses vinhos é 'chover no molhado', acredite! Mas uma coisa eu garanto! Beber espumante na praia não tem preço! Pode ser de noite... de dia... não interessa!

E aí? Ainda temos uma baita surpresa! Descobrimos um novo pizzaiolo! Claudio mandou muito bem! Belas pizzas e mais alguns bons vinhos, Casa Rivas Maria Pinto Estate 2003, Monte Vide Eu 2006 e Les Coteaux Mont du Toit 2004. Verdade! Apenas vinhos do Novo Mundo e uma noite de bom papo, para que mais? 
Forte Abraço!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Noite de Gala!!!

Era um sábado como qualquer outro, não tinha nada demais para ser especial, mas um e-mail para lá e outro para cá... e quem tem amigos e bom vinho muda tudo em instantes!!! 
Foi assim... eu e meu amigo Alexandre Frias novamente reunidos a mesa para boa comida e umas garrafinhas... Minha esposa foi para o fogão dessa vez... Caprichou na receita de Mignon com um belo molho a base de vinho (incrementado com creme de leite fresco, suco de laranja, mussarela, etc) e a fantástica farofa de pinhão. 
Logo abrimos o Gala 1 2004, corte de Malbec, Petit Verdot e Tannat, que no auge dos seus 08 anos envelheceu como um bom vinho do novo mundo! Cor rubi escura, aromas de frutos negros em compota como figo e ameixa, passando por cravo, canela e evoluindo para bala toffe, chocolate. 

Na boca ainda apresentou potência, acidez e corpo, bem integrados ao álcool e taninos, que estavam em bom volume, finos e presentes. Boa persistência! Um belo vinho mas um pouco forte para o prato na minha opinião, preferi o segundo como harmonização... 
Aliás o Gala 2 2004 é um autêntico corte bordalês! Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc, cor rubi viva, com leve reflexo acastanhado. Aromas de couro, terra molhada, frutas secas, pimenta e terra molhada. 

Mais elegante ainda quando o provamos, com corpo médio, boa acidez, taninos finíssimos e persistência excelente. Como disse casou bem com o prato, arrancando elogios dos presentes! Ambos os vinhos foram decantados. 
Finalizamos a noite com sorvete e um Batasiolo Muscatel Tardio 2003, um vinho agradavelmente e suavemente doce. Leve e fugaz, este vinho pode frustrar alguns, mas tem um encanto ímpar, você deve experimentá-lo se tiver uma oportunidade. 
Forte Abraço!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Especial Uruguai: Abraxas 2002, o Vinho da Viagem!

foto: www.diariodebaco.com.br
A viagem para o Uruguai já era para lá de especial mas o domingo a noite reservava uma grande surpresa para eu e o amigo Alexandre Frias. Já havíamos decidido na quinta-feira que jantaríamos no El Fogón no domingo, a decisão foi tomada naquele noite no mesmo restaurante quando consultamos a carta de vinhos. 
O Abraxas 2002 é um vinho cultuado por alguns bloggers, eu entre eles e se não me engano foi o Sr Claudio Werneck, Le Vin au Blog, que nos apresentou. É um grande vinho que repousou 18 meses em barricas francesas novas e mais 12 meses em garrafa antes de ser comercializado. Porém aqui alguns detalhes são muito importantes, primeiro o rendimento das vinhas: apenas 35 hectolitros por hectare, semelhante aos rendimentos de Bordeaux. Segundo: as barricas francesas são de 300 litros, para 400 garrafas. Normalmente as vinícolas utilizam barricas de 225 litros, 300 garrafas. 
Esses detalhes demonstram o cuidado, o esmero na produção desse vinho e que acabou por gerar muita qualidade. Mas apesar disso quando pedimos o Abraxas, o simpático garçom Hernán não quis nos vender. Verdade! Ficamos incrédulos! Nunca tínhamos passado por essa experiência, nem poderíamos imaginado que aconteceria. E o surpreendente foi que ele não se satisfez quando insistimos, diria que ele foi extremamente combativo com seus argumentos, já que acreditava se tratar de um vinho complexo e difícil aceitação do público em geral. Acho que foi quando falamos que ele deveria decantar o vinho que Hernán desistiu e nos providenciou o Abraxas que, aliás, serviu com perfeição. 
Por tudo isso mas principalmente pelo que esse vinho apresentou na taça, o Abraxas 2002 foi o grande vinho da viagem! De cor rubi sem reflexos, com aromas intensos e complexos, frutas secas como tâmara, defumado, carne, couro e balsâmico. Na boca elegância! Difícil imaginar para um tannat, não? Mas é verdade! Corpo médio, acidez excelente, volume tânico finíssimo e presentes. Persistência excelente. Casou perfeitamente com o carre de cordeiro na brasa! 
Inesquecível! 
Forte Abraço!

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Especial Uruguai: Almoçando na Bodega Bouza

Monte Vide Eu, o vinho premium da Bouza
Visitamos a Bouza no segundo dia de viagem que fizemos ao Uruguai. Das vinícolas que visitamos é a mais preparada para receber o 'enoturista', é linda! Tem um belo restaurante, um interessante museu de carros, que agrada mesmo os leigos como eu, e é claro tem bons vinhos! 
Aliás, foi por esse último motivo que fizemos questão de visitá-la! Já havíamos provados alguns muito bons por aqui. O que chama a atenção, já que a Bouza é uma bodega nova com pouco mais de 10 anos de idade, que surgiu do desejo de seu patriarca, um empresário de muito sucesso no Uruguai. 
Começou com 05 uvas, Tannat, Merlot, Tempranillo, Chardonnay e Albariño. Uma para cada filho. Uvas francesas e espanholas devido a ascendência familiar. Simples assim, mas desde o início marcada pelos conceitos empresarias modernos, como Marketing e Investimento em Tecnologia. Aliás pode ser percebido claramente a tecnologia nos conceitos utilizados no cultivo das vinhas e na produção dos vinhos, basta observar atentamente o wine tour. 
Outro fato que fica claro é a estratégia de valorização da marca Bouza, muitos dos vinhos são apresentados com o nome da uva e da 'parcela' do terreno, como o Tannat A6. Podería ser dado um nome aquele pequeno terroir, como os franceses fazem ou mesmo os uruguaios, na visita a Bodega H Stagnari, para as uvas brancas eles tem o terroir de 'La Puebla'. Mas na Bouza o vinho se chama BOUZA Tannat A6, uma boa sacada! 
Estratégias a parte, cada parcela é numerada e corresponde a meio hectare de terreno, tem normalmente planta uma única variedade e busca a excelência quando se trata de qualidade final, isso pude experimentar. 
Após o Wine tour fomos devidamente instalados debaixo de um parreiral para almoçarmos (foto acima), na boa... foi surreal! E foi nesse lugar mágico que pudemos constatar a qualidade da safra 2011 no Uruguai, em todas as vinícolas que visitamos fala-se muito bem de 2011. 
Enfim... logo pedimos o Albariño, para saciar nossa sede e curiosidade e para acompanhar os camarões abaixo. Um vinho que mostrou personalidade, com bom frescor e notas de fruta cítrica fresca salientes. Harmonizaram muito bem com os camarões que pedimos de entrada.
Na boca uma suave untuosidade, oriunda de um pequeno estágio de 03 meses em barricas de 30% do vinho, o que deu mais elegância e complexidade ao mesmo, inclusive o tornando mais fácil ao palato, porém é estranho sentir aromas de coco num albariño, isso não dá para deixar de lado... Mas não posso dizer que prejudicou o vinho, afinal ele é muito bom. 
Seguimos por mais uma agradável hora com Abadejo, legumes e suflê de goiabada. Aí apareceu o Ignácio, um inconformado garçom que vende até a mãe, me perdoem. Mas o cara com jeitinho foi convencendo a gente a experimentar o Tannat Sin barrica 2011. Mas, 'Ignácio, Tannat precisa de tempo para afinar?' perguntei... 'Esta é uma safra excepcional', foi a resposta, 'Um Tannat como você nunca experimentou!'. 
E foi mesmo! Muita fruta vermelha madura, nuances herbáceos e florais muito atraentes. Na boca grande volume, com bom corpo e taninos surpreendentemente finíssimos e integrados ao conjunto. Boa acidez e retrogosto confirmando as frutas. Realmente um belo Tannat! 
Mas o melhor da viagem foi outro... conto em outro post! 
O amigo pode conferir mais dessa viagem no Diário de Baco, do amigo Alexandre Frias que me acompanhou pelas planícies uruguaias. Ou no marcador Enoturismo aqui do blog. 
Forte Abraço!

sábado, 7 de janeiro de 2012

Quinta Don Bonifácio Reserva Tannat 2007

 
No mesmo dia em que provei a Cordon Rosada, da Freixenet, o Tiago da Rosso Bianco nos ofereceu esse Tannat gaúcho, da Quinta Don Bonifácio. 
Os vinhos feitos com Tannat normalmente são muito estruturados e com potencial de alta enorme, já que normalmente os taninos precisam de tempo para afinamento, mas esse aqui já pode ser desfrutado tranquilamente. 
Na taça apresentou cor rubi intensa, com leve reflexo violáceo. Os aromas tem a característica nota herbácea tupiniquim, mas também possuí boa fruta negra madura e uma menta sensacional. 
Na boca a estrutura da Tannat está lá, corpo intenso, boa acidez, grande volume tânico, mas os taninos estão finíssimos, muito agradáveis! O conjunto é bem equilibrado, com retrogosto confirmando a menta e de boa persistência. Nenhum sinal de amargor ou álcool...
Acho que vai acompanhar bem uma costela gaúcha... 
Forte Abraço!

sábado, 1 de maio de 2010

Rio de Los Pajaros Reserve Tannat/Syrah/Viognier 2007 #cbe

Tinto, Tannat, Syrah, Viognier
País: Uruguai
Preço: R$ 32
Este é mais um vinho da Confraria Brasileira de Enoblogs, indicado pelo amigo Daniel Perches do Vinhos de Corte. Na verdad o Daniel indicou um vinho tinto de corte, no mínimo três uvas e a escolho foi livre para cada confrade.
Eu escolhí este corte uruguaio que me chamou a atenção por ser no mínimo inusitado! A emblemática uva uruguaia Tannat cortada com Syrah e Viognier, o tradicional corte francês, Côte de Rotie. Nasceu assim um novo vinho, que já está até na primeira classe dos vinhos servidos pela alemã KLM Airlines.
Como você já sabe acompanhei este vinho de um belo risoto e apesar de num primeiro momento ter dúvidas sobre a possível harmonização admito que me surpreendeu e fez um belo par ao prato.
Apesar da Tannat e da Syrah o vinho não se mostrou tão potente, encorpado sim mas na medida. Cor rubí com reflexo violáceo e leve halo aquoso.
Nariz muito intenso, perfumado pelas drutas vermelhas frescas e nuances florais, marcado ainda por um suave toque defumado que precisou de minutos na taça para dar a graça.
Como disse na boca é encorpado mas sem perder a sutileza, boa acidez, sem notas de amargor e retrogosto marcado pela fruta, boa intensidade de sabor. Tanino maduros e redondos! Final intenso, confirmando as demais características deste caldo.
Um vinho surpreendente, definitivamente um Best Buy! Para comprar de caixa... Fica mais uma foto do risoto...
Forte Abraço!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Fortaleza do Seival Tannat 2006, Redondo!


Tinto, Tannat
Brasil
Miolo
Preço: R$ 25
Esse Tannat supera as expectativas! Quem espera um vinho rústico e forte se engana. Este nacional esbanjou categoria e está em ótimo momento para consumo.
Fácil de beber apresentou cor rubí violácea, muitas lágrimas e halo aquoso discreto. Os aromas remeteram a frutas negras em geléia com nuances de ervas e herbáceos, boa intensidade aromática.
Na boca o ataque foi convidativo a mais um gole! Apesar da grande profusão tânica, estes estavam macios equilibrando o bom corpo, álcool e boa acidez. Final de boa persistência e retrogosto confirmando as frutas.
Boa opção para o dia a dia podendo acompanhar carnes e massas em geral.
Forte Abraço!

sábado, 27 de dezembro de 2008

Mais Natal... e promessas para 2009!!!

O Dia 25 começou com um belo café da manhã que só foi terminar perto do meio dia... Um banho e 20 km de estrada para chegar a casa da minha tia onde o churrasco esperava.

Muita animação e confraternização, pois além de ser Natal, minha tia faz niver em 25/12!!! Mais uma vez: Parabéns!!! Que vc continue sendo este ser humano sem igual no mundo.

Voltando ao churrasco, falei em Malbec argentino no post passado... mas comecei com umas cervejas Stella Artois, que são fantásticas!

Quando saí de casa optei por um vinho uruguaio, um 100% Tannat, o Viña Salort Tannat Roble 2005, um belíssimo vinho, encorpado, equilibrado e com carga tânica elevada e agradabilíssima. Aromas de frutas maduras e nuances de especiarias e cacau, como só bebemos uma garrafa fica mais fácil de lembrar... risos.

Já estava há algum tempo na adega, mas não conhecía ainda, me surpreendi com os taninos, esperava-os mais rústicos, fiquei muito contente com este vinho. Serviu também para provar que a Tannat não é só para corte como alguns defendem.

Ontem 26, no almoço, só água e refrigerante... mas no jantar fomos a Avenida Paulista Pizzabar, fica na Rua Emiliano Perneta em Curitiba, estou em Curitiba visitando meus pais. Este lugar é agradabilíssimo! Tem um Piano bar no mezanino, e, por incrível que pareça, tinha um pianista!!! As últimas vezes que fui a um Piano bar, o piano era peça de decoração...

Mas vamos ao que interessa, porque se for bonito e a pizza for ruim, não adianta! Não é o caso! Prova disso que para um dia 26/dez tinha fila de espera de 30 minutos quando saímos, por volta das dez horas. O atendimento foi classe A também.

As pizzas são excelentes! Tem sabores tradicionais e especiais, destaque para a Parma i Capri, deliciosa combinação de Presunto Parma, Queijo de Cabra com tomates e folhas de manjericão.

A casa ainda oferece massas e pratos diversos para quem não quiser pizza e quer estar com a família ou com os amigos. Aliás tinha uma Lasanha recheada com Filet Mignon e Funghi no cardápio que encheu a boca d'água... Esse lugar vale a pena, não deixe de conhecer.

E os vinhos? Achei a carta com os preços bem salgadinhos, mas não resistí e pedi um Alamos Bonarda 2007, um vinho equilibrado, de corpo médio, frutado, com boa acidez e taninos gentis. Recebeu 86 pontos de Parker e da Wine Spectator, com certeza uma das melhores opções argentinas para conhecer esta uva, inclusive em custo benefício, uma garrafa nas lojas gira os R$ 35. Gostei muito deste vinho.

Aqui um comentário particular, a febre da Pinot Noir é grande e os preços dos vinhos feitos com esta cepa estão inflacionando... a Pinot Noir, pra mim, faz os mais elegantes vinhos que bebí até hoje, mas encontrar um Pinot bom abaixo de R$ 40 é um senhor desafio! Cepas como a Trincadeira, a Bonarda e alguns Merlot's tem se mostrado uma alternativa interessante, pois normalmente os vinhos são interessantes e de corpo médio para leve, mesmo quando há passagem por madeira. Não tem a mesma elegância da Pinot Noir, mas tem o custo-benefício. Como vivemos num país tropical, os tintos leves e médios tem que fazer parte do nosso dia a dia.

Bom, como diz o Alexandre (Diário de Baco), hoje a farra continua com um Pinot Grigio italiano e camarões com palmitos... depois eu conto como ficou...

E as promessas? Bom todos sabem que eu procuro passear pelo mundo do vinho nos meus posts, não tenho o objetivo de beber vinhos bons e baratos, mas sim de conhecer o que se produz em lugares que não são tradicionais ao nosso consumo, quero dizer ao consumo do brasileiro. Neste ano vimos vinhos gregos, portugueses da região do Dão, espanhóis da Galícia em breve um da Navarra, além de cepas que não são tão comuns como a Trincadeira ou a Chenin Blanc e também muitos brancos, já que o consumo do brasileiro é majoritariamente de vinhos tintos.

Não perderei esse objetivo, mas tentarei vinhos com preços limitados a R$ 50, não dá para beber vinho europeu, norte americano ou australiano, de boa qualidade muito abaixo disso, mas posso encontrar algo interessante nessa faixa de preços e vou procurar! Quanto aos vinhos sulamericanos, vou trabalhar num patamar de preço menor, R$ 35. Com certeza pelos benefícios do Mercosul dá para encontrar vinhos legais nesta faixa de preços.

Para finalizar, apenas ressalto que isso não é uma regra, mas sim um objetivo.

Forte Abraço!