Durante a última semana pedí aos amigos do facebook uma sugestão de vinho para acompanhar um Penne a Carbonara... virou uma discussão com quase 100 comentários, onde participaram muitos bloggers e sommeliers. Enfim ficou definido que nós vamos organizar um Desafio de Harmonização com Carbonara, aguardem!
Uma das sugestões foi Pinot Grigio italiano da Campania e dois dias depois fui ao Cardeais em Vinhedo, restaurante com ambiente muito agradável. Eu não havia percebido mas eles tem um Spaghetti de Pupunha a Carbonara, pronto! Eu iria começar a experimentar as sugestões...
Abrí a carta e não tinha Pinto Grigio italiano, mas tinha brasileiro e da Campanha Gaúcha... Muita coincidência, peguei o vinho e a sugestão de harmonização no contra-rótulo... advinha? Spaghetti a la Carbonara!!! Destino? Não sei... mas se havia alguma dúvida ela foi embora...
É um vinho com leve reflexo esverdeado, aromático, frutas cítricas como abacaxi, flores brancas e nuances de erva doce. Na boca apresenta bom equilíbrio, marcado pela leveza e acidez. Retrogosto suavemente cítrico e de boa persistência. Achei uma excelente compra, paguei R$ 39 no restaurante e achamos nos supermercados na faixa de R$ 25 a R$ 30.
Eu achei a harmonização interessante, já que o Spaghetti era de Pupunha o prato se tornou um pouco mais leve combinando com o corpo do vinho. A acidez enfrentou bem a cremosidade do prato e achei o resultado interessante. Ficou como uma espécie de preliminar do Desafio Carbonara. Garanto que vamos tentar com a massa.
Como fui despreparado, não tirei fotos do prato... Mas vou aproveitar uma do site Yes We Cooking... é só clicar e curtir a receita também.
Forte Abraço!
Era uma sexta-feira dessas, o dia passava preguiçoso quando o telefone tocou com uma fatal pergunta: "Já almoçou?"... a resposta foi curta e grossa: "Não"... é verdade que havia um sorriso por trás da resposta... Um não... dois sorrisos... um meu e outro do Sr Daniel Perches.
Alguns minutos depois o encontro aconteceu no Roma Mia, agradável restaurante localizado em Jundiaí, depois dos cumprimentos e aquelas tradicionais brincadeiras, pedimos para abrir o nosso vinho, o que havíamos levado, mas... ele não estava bom, então convidamos o amigo Chianti para sentar a mesa.
E não é que ele estava bem disposto? Jovial e alegre como um bom Chianti deve ser, chegou a mesa, despertou sorrisos, inebriou os amigos com seus aromas de frutos vermelhos silvestres e seu leve toque defumado...
Salada à mesa, com fatias de presunto parma que casaram muito bem com o vinho... Mas a harmonização estava por melhorar... Eis que chega o prato principal...
"Esse Spaghetti ao Molho de Calabresa está fantástico!", palavras do meu amigo Daniel Perches, realmente o Spaghetti estava muito bom e se notavam os aromas da Erva Doce de longe...
Impressionante como determinadas combinações funcionam... é o que acontece com uma boa massa a base de molho pomodoro e Chianti... um clássico!
Finalizamos com pudim de maria mole e calda de gengibre...
Forte Abraço!
Se alguém duvida que seja possível apreciar a boa comida alemã com vinhos está enganado... Eu já fiz algumas experiências e tenho certeza que os Rieslings alemães fazem bonito, aliás aquela velha regra de harmonização: comida típica de um país com vinho do mesmo país... portanto comida alemã com vinho alemão!
Era sábado... recebia a visita de um bom amigo e dos meus queridos pais, cenário perfeito para aquele almoço regado de bons sentimentos e alegria. Um belo joelho de porco defumado no forno e uma Cava para abrir os trabalhos...
A tarde vai passando mansa e preguiçosa e a alegria vai contagiando... do forno para a mesa, o Joelho estava lá... acompanhado de um tradicional purê de maçã. Momento para abrir nosso riesling do Mosel.
Na taça cor amarelo palha, leve reflexo esverdeado, aromas intensos, com destaque para as frutas cítricas, boca equilibrada com predominância da acidez sobre o conjunto e suave ponta doce.
Essa acidez encaixa perfeitamente com a gordura do porco...o suave dulçor do vinho e a lembrança cítrica casam com o purê de maçã... uma experiência!!!
Eu se fosse você, experimentaria...
Forte Abraço!
Dia desses estava numa pizzaria aqui em Jundiaí... pronto para aquele molho de tomate e um bom Chianti, mas não é que a Val me pede uma pizza com peito de peru, cream cheese e lâminas de maçã verde... E agora? O que fazer?
Nessas situações optar pela segurança sempre é bom... decidí por um espumante! Mas não tinha nenhum bom nacional na carta da Pizzaria, a melhor opção era esse espumante do Vale do Loire, feito com Chenin Blanc, Sauvignon Blanc e Ugni Blanc.
Na taça cor amarelo palha com suave reflexo dourado, perlage intenso e duradouro. Aromas de boa intensidade, denotando frutas cítricas, maçã, flores e notas de torrefação. Na boca um bom conjunto que equilibrou bem cremosidade e acidez, média persistência e retrogosto confirmando as frutas.
Um bom espumante, vale a pena conhecer, tem preço médio de R$ 40.
Forte Abraço!
Bom... fora a minha participação no TOP 5 do Encontro de Vinhos, estive lá provando muitos outros vinhos, eram cerca de 30 expositores e obviamente muitas oportunidades... Separei alguns para postar aqui, alguns vinhos que pretendo comprar e apreciar com mais tempo...
Começamos com os espumantes, primeiro um que me surpreendeu, o Marcus James Brut, produzido pelo método Charmat, este espumante se mostrou uma boa compra, R$ 18, é fresco, franco, redondo e agradável. Achei perfeito para receber os amigos num encontro descompromissado.
Já o segundo espumante que quero comentar é o Cave Geisse Terroir, 2008. Aqui a conversa é bem séria, além de agradável é extremamente complexo, para as grandes comemorações!!!
Um rosé francês muito interessante esteve presente na feira também. O Saint Qvinis Rosé 2009, do produtor Domaine de Fontlade, feito com Cinsault e Greenache, é belo e típico exemplar da Provence, cheio de delicadeza com notas de frutas vermelhas frescas, muito agradável!
Dois brancos me chamaram a atenção, primeiro um inusitado Sauvignon Blanc espanhol, o Argum Demi Sec, e aí que vem a curiosidade... primeiro por não ser tão doce assim, segundo por uma acentuada nota de goiaba branca ao nariz, realmente surpreendente.
O segundo vinho é um francês... o L'ombre fraiche 2010, da Domaine d'Escausses, um corte de 03 cepas, tendo a Muscadelle como a principal delas, é fresco e elegante, com notas de hortelã e lima.
Entre os muitos tintos, um porto seguro! Paço do Conde Colheita Selecionada 2007, corte de Touriga Nacional e Syrah, um vinho português muito vivo e potente.
Já do Novo Mundo deixo como dica o Rio Bio Reserva Pinot Noir 2008, um vinho com muita fruta madura ao nariz e na boca delicadeza e frescor, um conjunto com bom equilíbrio.
E por fim deixo uma foto com os amigos e organizadores do evento, Beto Duarte e Daniel Preches.
Forte abraço!