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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Casa Valduga Gran Extra Brut 2010, um Primor!!!


A vida é muito curta para bebermos vinhos ruins, já dizía Hubert Duijker. Pois é... quer provar um primor de espumante? Pra ninguém botar defeito? Casa Valduga Gran Extra Brut 2010, simplesmente esplêndido!!! 
A primeira vez que provei este vinho foi na minha viagem ao Vale dos Vinhedo em Setembro (2015), mais precisamente quando almocei na Casa Madeira, pertencente ao grupo Casa Valduga, relembre aqui! Mesmo sendo apenas um almoço e não uma prova, fiquei impressionado com a qualidade e exuberância apresentadas. 
No início deste ano era vez do meu pai visitar o Vale. Pedi a ele que trouxesse algumas garrafas para nós, das quais abrimos uma neste Carnaval e foi absolutamente incrível! 
Cor amarelo palha, aromas de amêndoas, frutas cítricas maduras e tostado. Um perlage finíssimo, na boca é fino e elegante, do primeiro ao último gole. Admito! Estou fascinado! 
A Casa Valduga o produz com muito esmero, apenas 8% do volume passa por madeira, e o período de autólise é muito grande, são 60 meses! Este Extra Brut é um corte de Chardonnay (80%) e Pinot Noir (20%) e custa por volta de R$ 130, acredite... vale muito a pena! Garanto que tem muita Cava e Champagne que não tem a mesma qualidade... 
Enfim mais um baita espumante fabricado no Brasil, ratificando a nossa vocação para produção de espumantes de altíssima gama! 
Forte Abraço!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Luis Felipe Edwards Chardonnay 2014 #CBE



O tema de fevereiro da Confraria Brasileira de Enoblogs foi escolhido pelo amigo Tiago Bulla, do blog Universo dos Vinhos. Aproveitando o calor intenso que estamos passando ele sugeriu: "Chardonnay sem passagem por madeira de qualquer país e preço". 
Eu gostei muito do tema, mas cometi um erro quando comprei meu vinho, não observei que ele tinha uma passagem ligeira por madeira (03 meses). De qualquer forma me surpreendi com a qualidade deste vinho e por consequência com sua excelente relação custo-benefício. 
Um chardonnay adorável, frutado e macio. Os aromas remetem a frutas cítricas e brancas maduras: abacaxi, melão e manga se destacam. Na boca é leve e untuoso, com boa acidez e retrogosto frutado, deixando a boca salivando por mais um gole. Realmente uma grata surpresa! 
Comprei esta garrafa no Pão de Açúcar em uma promoção por R$ 25, o preço usual dele é R$ 34, vale a pena em qualquer dos preços. 
Forte Abraço!

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Arboleda Chardnnay 2013 no Winebar!!!


Nesta semana rolou mais um Winebar, projeto superinteressante onde Daniel Perches recebe um convidado, normalmente produtor/representante de uma vinícola e nós winebloggers ao redor do Brasil degustamos os vinhos do mesmo e temos oportunidades de tirar dúvidas sobre os vinhoss e o mercado, tudo ao vivo e de forma descontraída, como deve ser. 
Mais uma coisa importante do Winebar é que ele é aberto a todo o público, ou seja se você quiser acompanhar é só acessar o canal no Youtube e assistir e se porventura tiver dúvidas entre no chat on line e as encaminhe. Afinal o consumidor é o que mais importa para o produtor e tenho certeza que eles ficarão contentes em respondê-las!!! 
Desta vez recebemos 03 vinhos e a convidada foi Maria Eugenia Chadwick, filha de Eduardo, e embaixadora internacional da Viña Arboleda. Farei um post para cada um dos vinhos, separadamente, por que? Porque merecem, são bons vinhos, são boas compras e são boas experiências. 
Os que me acompanham há mais tempo e especialmente os amigos mais próximos, sabem que torço o nariz para muitos chardonnays, especialmente os do Novo Mundo, pelo falta de integração entre madeira e fruta. O que deixa o conjunto pesado e enjoativo ao meu paladar, que admito, foge da maioria. Pois a maioria gosta desse estilo, onde a madeira pode vir até a  sobrepujar a fruta nos chardonnays. Este Arboleda é a prova que madeira e fruta podem se complementar perfeitamente e conferir muita complexidade ao vinho. Nessa parte, pra mim foi um espetáculo, e um alívio... risos. 
Na taça cor amarelo palha, nariz herbáceo ao começo denotando a origem do Vale de Casablanca, mas a fruta, especialmente um abacaxi em calda tomou conta, notas suaves de tostado, manteiga, ervas, pimenta e minerais. 
Essa característica herbácea inicial na verdade é mais culpa minha do que do vinho, explico! Tenho o hábito de servir estupidamente gelado... quanto mais frio o vinho menos fruta sentiremos ao nariz, não sei porque... mas é uma observação que tenho feito ao longo do tempo e das taças. E por causa dela estou cada vez mais convencido que devemos beber os brancos frios e não gelados, ali por volta de 10 - 12 graus, assim desfrutamos de todas sua complexidade. 
O lance da temperatura também vale para as sensações no palato, garanto! Mas voltando a degustação, o vinho enche a boca, estruturado, porém de conjunto equilibrado, com acidez vibrante e delicada untuosidade, notas picantes e minerais se confirmaram no retro-olfato. É perene, ficamos com ele no paladar por muito tempo. 
Belo vinho! Aqui em casa acompanhamos de uma torta de palmito, mas faltou condimentação a comida para suportar o vinho... ele atropelou!!! Na próxima vou adotar a sugestão do produtor, comida asiática! Afinal o vinho já ganhou prêmios nesse sentido! Quem sabe com um frango picante no molho de laranja e mel eu não me dê melhor? 
Forte Abraço!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Vinã Maipo Brut, Refrescante!!!


A Viña Maipo é uma das grandes no Chile, tem uma linha bem ampla de produtos, muitos bem interessantes. É conhecida especialmente pelos seus vinhos tintos e pelo bom custo benefício que seus produtos apresentam. 
Tive a oportunidade de experimentar esse espumante quando visitei Paraty em setembro, era uma tarde de calor, queijos fizeram companhia a taça. 
Viña Maipo Brut é um corte de Chardonnay, Riesling e Chenin Blanc. Apresenta aromas de frutos tropicais frescos, abacaxi, maçã verde, laranja, etc. Pode-se perceber aromas de fermentação quando o espumante está menos frio. 
Na boca ele confirma os frutos tropicais, possuí boa acidez, corpo médio e um final agradável e perene. Foi bem com o calor e com os queijos, fico com essa harmonização para futuras oportunidades. 
Forte Abraço!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Salton Reserva Ouro Brut Combina com o Verão!


Os espumantes nacionais estão cada vez mais presentes nas taças do consumidor, são, na minha opinião, o que os produtores tupiniquins fazem de melhor, pois conseguem aliar boa qualidade e preços mais módicos, portanto são vinhos campeões no quesito: Custo-benefício. 
Produzido pela centenária Vinícola Salton, o Reserva Ouro é um corte a base de Chardonnnay (70%), Pinot Noir (20%) e Riesling (10%) acompanham. Como a segunda fermentação ocorre nas autoclaves (tanques herméticos) ele é produzido pelo Método Charmat.
A degustação do mesmo confirma a  predominância da Chardonnay e o estilo Charmat, o que, pessoalmente me agrada. Na taça temos um espumante amarelo palha, de perlage fino e intenso, do estilo barulhento. 
Os aromas trazem predominância de frutas cítricas frescas como abacaxi, mas tem complexidade e com um pouco mais de tempo na taça e temperatura mais elevada pode-se perceber as notas de fermentação, como pão tostado e frutos secos. 
Na boca combina com o Verão! Fresco e agradável, este espumante escorrega bem! Para quem é mais detalhista pode perceber que o espumante forma com a saliva um mousse de boa cremosidade, sinal de qualidade. 
Bebi num final de tarde ensolarado, a beira de uma piscina numa pousada em Paraty... acho que é o caso desse vinho, não harmonize ele com pratos e sim com ambientes ou situações,  vai bem com festas e amigos e vai muito bem quando estamos falando de relaxar! 
Forte Abraço! 

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Marco Luigi Brut 10 Anos - 2001


Esse é um espumante diferente e com uma proposta interessante! O Brut 10 anos, como sugere o nome, fica em contato com as leveduras por 10 anos!!! É tempo hein!!! Isso denota o objetivo de fazer um espumante altamente complexo. 
O Brut 10 anos é um espumante feito pelo método tradicional, clássico, conhecido por Champenoise, consiste em realizar a segunda fermentação em garrafa, gerando o gás carbônico neste processo. É o método de Champagne... 
Foram produzidas 1.500 garrafas deste espumante que é elaborado com Chardonnay e Pinot Noir, além do Brut a Marco Luigi produz um Nature com a mesma proposta! A diferença entre Brut e Nature reside no açúcar residual do vinho. No Nature são permitidos até 03 gramas de açúcar residual, no Brut são permitidos entre 6,1 e 15 gramas. No meio dos dois fica o Extra Brut, tipagem pouco produzida.
O Brut 10 Anos é um espumante amarelo ouro, sem reflexos, de perlage fino e persistente. Os aromas trazem frutas secas e notas de fermentação como pão torrado e cogumelos. Na boca as frutas secas dominam, acidez alta e estrutura média. Em alguns momentos deu uma sensação metálica, parecia que estava passando. 
Eu prefiro espumantes mais vivos e com fruta mais presente, mas não posso negar que a curiosidade de experimentar um espumante envelhecido com as leveduras é atrativa, além de ser um baita aprendizado! 
Forte Abraço!

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Espumante LH Zanini Natural Extra Brut 2008 & Um Domingão...


Domigão desses esperando os amigos chegarem para um churrasquinho desarrolhei este espumoso! Gosto muito da Vallontano e guardo com carinho a visita que fiz lá anos atrás. 
Elaborado pelo método tradicional esse é um espumante que prima pela elegância, um vinho de garbo! Cor amarelo esverdeada, com perlage intenso e finíssimo, aromas que denotavam frutas tropicais maduras como abacaxi, champignon e uma discreta nota de querosene. 
Na boca forma boa mousse, fina, delicada... Boa acidez, retrogosto confirmando as frutas. Tudo muito bem equilibrado, está no auge de sua elegância! E ainda segurou bem as entradas do churrasco como o pão de alho, o queijo coalho e até mesmo a linguiça, em que pese obviamente não serem a melhor harmonização para ele! 
Na casa dos R$ 80 vale cada centavo, comprei por indicação do amigo Tiago Ribeiro da Rosso Bianco.
Forte Abraço!

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Champagne Jacquart Brut Mosaique, Deliciosa!


O calor não para, não passa, assim eu vou abrindo tudo que tenho na Adega, que possa ser refrescante... Champagne normalmente não é refrescante, é sim um espumante de classe, normalmente complexa, para ser apreciada lentamente... 
Mas eu tinha uma referência diferente dessa Jacquart Brut Mosaique, que foi confirmada na taça. Logicamente é um espumante complexo, com várias notas aromáticas, mas que tem na fruta uma marca registrada digamos assim. 
Cor amarelo palho com reflexo esverdeado presente, aromas que passavam por frutas frescas como maçã verde, a mais presente! Notas de damasco, pêssego, carambola e peras completavam o painel, uma verdadeira salada de frutas! Com mais tempo na taça e temperatura um pouco superior, as notas de brioche, fermento e pão tostado enriqueciam o painel aromático. 
Na boca é fresca mas sem perder aquela cremosidade característica dos Champagnes. Boa persistência, retrogosto confirmando a maçã verde, escorrega muito bem! 
Na boa, dá para viver só dessa Champagne!!! 
Forte Abraço!

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Dal Pizzol Chardonnay 2013, Refrescante!


Nesse calor infernal só apelando para os brancos e espumantes, tinto? Tá dificl... Durante a semana, na companhia do meu bom amigo Alexandre Frias, desfrutei desse Chardonnay tupiniquim, mais precisamente da Campanha Gaúcha. 
Um Chard ao estilo que me agrada, pouca madeira e muita fruta! Vou ser chatinho e repetir o que escrevi sobre os espumantes, nesse calor não quero complexidade na taça, quero fruta e frescor! Beber de forma descompromissada e agradável. 
Este vinho tem essas duas características. Na taça uma cor amarelo palha com reflexo esverdeado, um vinho que chora pouco denotando os 12% de álcool. Os aromas remetiam a um abacaxi fresco, nuances de lima e hortelã. Na boca estrutura média, boa acidez e retrogosto confirmando as frutas cítricas. 
Como diria meu pai: "Escorrega bem"! 
E para acompanhar... queijo e copa... 
Forte Abraço!

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Veuve D'Argent Blanc de Blancs Brut, Bela Compra!


Olha, gostei muito desse espumante francês! Achei realmente uma boa alternativa aos espumantes nacionais que são maioria na minha adega. E penso assim porque tem duas características importantes para isso, bom preço e frescor. 
Este espumante é elaborado pelo método Charmat, segunda fermentação nos tanques. O método Charmat costuma conferir menos complexidade ao vinho, porém essa simplicidade traz muita fruta e frescor tornando o vinho agradável. 
Eu sou fã de Chramat, por favor segurem as pedras... risos, reconheço sim a maior qualidade e complexidade que normalmente os espumantes elaborados pelo método Chapenoise possuem, mas nesse calor senegalesco que anda fazendo eu prefiro muita fruta e muito frescor na taça, é gosto, não uma questão técnica. 
Mas voltemos a esse Vin Mosseux, elaborado a partir de 06 uvas, tem na taça cor amarelo palha com reflexo dourado, perlage intenso e borbulhas médias. Os aromas remetem a frutas como maçã e pêra, mas as notas tostadas e de fermento se fazem presentes, conferindo uma complexidade inesperada. 
Na boca forma boa mousse, é refrescante, retrogosto confirmando as frutas e de final agradável apesar de efêmero. Harmonizamos numa tarde-noite quente de verão com patês, pães e filmes... 
Só um detalhe, me parece que esse vinho é uma importação exclusiva da Wine, sai por R$ 34 no site, os sócios do Clube W pagam R$ 29, enfim por qualquer um dos dois preços vale a pena!
Forte Abraço!

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Vinho & Música! Navarro Correas Extra Brut & Light my Fire!!


Nesse mês de dezembro rolou mais um Winebar, dessa vez com a ótima idéia de harmonizar Vinho e Música. Cada blogger recebeu duas garrafas de vinho para harmonizar cada um deles com uma música, dentro de um playlist de 115 canções devidamente pré-selecionado. E os resultados vão aparecer pelos blogs do Brasil, é só acompanhar e curtir. 
O meu primeiro vinho foi na verdade um espumante, o Navarro Correas Extra Brut, um corte de Chardonnay (60%) e Pinot Noir (40%) com segunda fermentação em tanque (método Charmat), ao contrário do que eu esperava não era um espumante leve e fresco. 
Mas sim um espumante com seus nuances saindo de uma fruta tropical mais madura e passando por suaves notas tostadas. Perlage de média intensidade, na boca é agradável, tem um corpo razoável, acidez moderada para um espumante e final largo e agradável denotando as frutas. 
Quando penso em espumante, penso em festa e as músicas que pensaria naturalmente seriam de festas ou balada. Mas esse espumante tem seus nuances e deve ser apreciado numa noite a dois. Ele é o aperitivo perfeito para uma noite ao lado da pessoa amada, este é um espumante  para seduzir, para namorar... 
Sendo assim escolhi uma música que acredito casar muito bem com o "namorar" e, portanto, com o Navarro Correas Extra Brut. A música é Light my Fire na versão do porto riquenho José Feliciano. No playlist ele canta sozinho, mas para o post escolhi uma versão dele com Daryl Hall, espero que gostem! 
Forte abraço!

sexta-feira, 19 de julho de 2013

As Principais Uvas do Mundo: Chardonnay

A Chardonnay é sem dúvida a uva branca mais disseminada no mundo. Originária da Borgonha, é de cultivo fácil diferentemente da "irmã" Pinot Noir. Seu único detalhe é o florescimento precoce que a deixa frágil as últimas geadas, aquelas que acontecem no início da primavera em alguns poucos e frios lugares do mundo. 
Esta uva é de sabor dócil, que aceita facilmente diferentes estilos, aceita muito bem o estágio em carvalho, a verdade é que a Chardonnay pode assumir a personalidade que o Enólogo desejar. É possível experimentar Chards frescos e joviais, marcados pelas frutas tropicais ou pela mineralidade, Chards não amadeirados, ou sérios e longevos com notas amanteigadas e, por fim, até mesmo chards doces. 
Não podemos esquecer que assim como a Pinot Noir, a Chardonnay faz parte do corte clássico dos espumantes. 
Forte abraço!

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Bacalhau à Minhota & Chardonnay Argentino!


Quem não gosta de Bacalhau? E Blog de vinho sempre fala de Bacalhau, não é? Bacalhau é um dos temas preferidos quando se fala sobre harmonização. 
Mas eu estava de férias, naquela vida boa e fui para a cozinha, reproduzir uma receita que minha mãe me ensinou na última Páscoa, o Bacalhau à Minhota. Fui bem, mas preciso melhorar para chegar no nível da minha mãe, afinal mãe é mãe, né!? 
Esse Bacalhau não é demorado de fazer e logo já estava na adega escolhendo o vinho, mas foi aí que percebi o meu erro, um Bacalhau ao estilo do Minho tem que ser com Vinho Verde e eu não tinha nenhum na adega. 
Decidi permanecer nos brancos e escolhi um chardonnay argentino, com pouco estágio em madeira, procurando preservar uma escolha pela acidez, fui de Tamari Chardonnay 2012. 
Este é um vinho de cor amarelo palha pálida, com suave reflexo esverdeado. Aromas  tímidos denotando frutas brancas e cítricas e uma intrigante banana, talvez oriunda dos 03 meses de estágio em barricas de segundo uso. Na boca é um vinho de corpo médio, acidez moderada e sabor confirmando as frutas brancas e delicadamente doce. 
O Bacalhau à Minhota leva páprica em sua receita. Eu utilizei a picante e ela é um componente fundamental no sabor do prato portanto muito importante quando pensamos em harmonização! 
O Bacalhau e o vinho jogaram bem, não foi aquele entrosamento, mas ambos cresceram. A ponta doce do vinho teve no ponta salgada do Bacalhau sua contraparte, fazendo que sentíssemos mais a fruta cítrica do vinho. Porém para a picancia do peixe  faltou acidez para acompanhar, nenhum desastre, mas poderia ser melhor. 
Enfim o Tamarí Chardonnay é um bom vinho e é barato, gira os R$ 25. mas irá melhor com pratos de sabor menos acentuado! 
Forte Abraço!

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Retornando com Estilo! Salton Gerações & Bacalhau à Minhota!!!


Eu sei... estou em débito e a Páscoa já foi há tanto tempo, mas foi o meu retorno as taças!!! Fiquei de molho... 45 dias, mas tudo passa, tudo passará!!! Já dizia a música... 
E lá estava eu com o meu bom e velho pai para mais um brinde, mais uma Páscoa... já são 34 que passamos juntos. Minha mãe deu aquela caprichada no Bacalhau! Fez um que eu não conhecia, Bacalhau à Minhota, receita do tradicional Camponesa do Minho, reproduzida no caderno Bom Gourmet da Gazeta do Povo. Meus amigos experimentem essa receita, vale muito a pena! 
Mas vamos ao momento esperado por longos 45 dias... na taça perlage intenso, um espumante de cor amarelo-palha e aromático, trazendo notas de fermentação e frutas cítricas em calda num primeiro plano. Evolução para as leveduras, com lembrança de queijo e brioche. 
Na boca é volumoso e um tanto quanto rústico, imponente ao palato. Elevada acidez, como era esperado, retrogosto marcado pelas notas mais evoluídas como o fermento e brioche. Um  espumante de ocasião, cheio de presença e estilo! 
Forte Abraço!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Vallontano Brut


Mais um espumante nacional passando aqui no Vivendo Vinhos, desta vez o Vallontano Brut. Outra boa compra disponível no mercado! Produzido pelo método Charmat, segunda fermentação em tanques de aço inoxidável, é um espumante feito com as tradicionais Pinot Noir e Chardonnay. 
Na taça apresentou cor amarelo palha com reflexo esverdeado e perlage fino com boa intensidade. Aromas de frutas cítricas e pêra. Na boca é um espumante equilibrado, repleto de fruta e com razoável persistência. 
Tentei com uma pizza caprese, não foi o que eu esperava e acredito que com canapés se dará melhor. 
Forte Abraço!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O Apocalipse Maia - Capítulo IX - Harmonizando Vinho com o Calor!

 
Depois de um final de semana turbulento, cheio de afazeres e pouco tempo para vinho... Mas estamos a beira do fim e tenho certeza que Huracán se prepara para varrer o mundo com sua fúria avassaladora, então não poderia continuar nesse ritmo, é preciso acelerar pois não sabemos se haverá amanhã!!!
Posto isso nesta terça, a 03 dias do fim, rumei para a churrasqueira com uma peça de picanha e um calor enorme a minha volta. O churrasco é um momento sagrado aqui em casa, é quase um ritual de adoração aos prazeres da carne. Só que o calor era forte e decidi harmonizar o vinho com o tempo e não com o prato...

Brasa feita, picanha na grelha e Valmarino & Churchill Extra Brut 2009 no balde gelado, sorriso no rosto e taça em riste! Esse espumante, pra mim, é um dos melhores do Brasil na sua faixa de preço (R$ 50). Alia corpo e frescor, fruta e fermentação, prazer e seriedade. Perfeito para todos os momentos!
Perlage intenso e fino, cor amarelo-palha com reflexo dourado, aromas de fermentação como pão e queijo, com deliciosa nota de abacaxi em calda dando o ar da graça com o tempo. Na boca é seco, mas cremoso! Cheio de sabor e persistência.
Muito bom! Há 03 dias do fim, melhor ainda!
Forte Abraço!

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O Apocalipse Maia - Capítulo VII - Faltando 10 Dias para o Fim, Só Champa Salva!


É verdade, faltam só 10 dias para o Apocalipse Maia! Oh, Deuses! O que fazer? Melhor curtir cada momento até o fim, não? Então vamos nesse espírito que quem sabe os Deuses criadores não possam ter misericórdia... 
Sendo assim, depois de um mais um longo dia de trabalho cheguei a minha residência... um jantar rápido, pizza, a preferida aqui em casa... e??? Nesse calor, faltando 10 dias para o mundo acabar... só Champa mesmo, não é? 
Na taça Champagne Irroy Brut! Boa companhia para combater o calor! Uma Champa mais cítrica, marcada pelos aromas e sabores de damasco seco, sem deixar aquele toque de fermentação de lado. Boa presença em boca, definitivamente persistente! 
Refrescou legal! Mas me fez pensar, seriam todos esses dias um verdadeiro Purgatório até o dia 21? 
Forte Abraço!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O Apocalipse Maia - Capítulo III - Porque Quarta é Dia de Brut Millésime!


Nem mesmo os Deuses Maias podem negar a magia dos Champagnes, para eles uma heresia, magia negra! Mas para nós, mortais, o Champagne é relamente mágico, capaz de transformar qualquer dia num dia especial. 
E nesta noite de quarta-feira assim foi... acompanhado de meu amigo Emerson, abri uma Vollereaux 2005, um belíssimo Champagne, feito para grandes pratos ou para simplicidade do entardecer cercado de queijos é claro! 

De cor amarelo suavemente dourado, perlage fino, intenso e persistente! Aromas que começam em frutas cítricas maduras e passam por cogumelos, pão tostado, fermento e queijos brancos.  
Na boca manteve a cremosidade apesar da boa acidez. Retrogosto fermentado, persistente, que harmonizou muito bem com o Gouda curado. Um espetáculo de sabor.
Uma quarta encalorada, difícil, cheia de alternativas, que terminou com a magia de uma taça de Champagne, Brut Millésime. Impressionante como uma taça de Champa deixa a gente feliz, não? 
O que será que os Deuses criadores pensam disso? 
Forte Abraço!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O Apocalipse Maia - Capítulo II - Terça Light, Japa Food & Chardonnay Argentino


Não era o que eu pretendia para esta noite, mas foi muito melhor do que pensava quando escolhi o vinho em que pese ele não harmonizar com "Japa Food". 
Foi uma terça corriqueira, comum... serviço nas alturas e calor insuportável, só um prévia do verão, eu diria! Mas a frustração aumentou com o entardecer, tinha 'programado' uma degustação harmonizada para esta noite, determinado prato com determinado vinho, a fim de honrar Tepeu, Deus do Céu, um dos três primeiros criadores. 
Mas a civilização ocidental estava contra mim! Nada dos ingredientes que eu queria... só um deles, que adormeceria esperando a sorte noutro dia... 
Minha esposa chegaria tarde e eu desisti de fazer o jantar, acabamos optando por sair e ir ao Tribo - Sucos & Saladas aqui em Jundiaí, lugarzinho 'transado'e light da cidade, tem foco em saladas e lanches naturais. Recentemente mudou-se de endereço e agora dispõe de um sushi man e algumas opções de 'Japa Food'. 

Temaki de Salmão com Nachos
Chegando lá, me bateu aquele medo de falhar com a minha promessa e com Tepeu. Perguntei por vinho, poucas opções é verdade, mas existia uma meia-garrafa de Tilia Chardonnay 2009, por que não arriscar? Não era o grande vinho que almejava, mas era intrigante àquela altura... seria um sinal dos céus? 
Talvez não fosse, já que o corpo do vinho superou a estrutura da comida japonesa, tando do Temaki como do Hot Ebishake. Como diria meu amigo Alexandre Frias, "o vinho atropelou!" 



Porém, por outro lado, o vinho estava inteiro, demonstrando todo potencial de envelhecimento da Chardonnay, mesmo em vinhos mais simples e armazenado em meia garrafa. 
De cor amarelo palha, apresentou discretos aromas de frutas cítricas e brancas maduras, lembrava carambola e pêssego. Impressionou a nota de evolução persistente que trazia açúcar mascavo repetidamente ao nariz. 
Na boca bom corpo, moderada acidez, persistência razoável com retrogosto frutado e suave doçura. Um vinho simples que agradaria gregos e troianos, se me permitem os Deuses Maias. 
Obrigado Tepeu, Deus do Céu, por me mostrar que sempre haverá um vinho para nos surpreender! 
Forte Abraço!