Mostrando postagens com marcador Opinião. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Opinião. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Amanhã começa a Copa, mas cadê o clima de Copa???


Hoje é véspera de uma Copa do Mundo, uma Copa no Brasil que o Cristiano menino sonhou em assistir no estádio, ao vivo... Mas um sonho que não vou realizar por inúmeras razões que acho não cabe comentar... 
Independente disso amanhã tem Brasil x Croácia direto da Arena Corinthians, já mundialmente conhecida como "Itaquerão"! As 17hs a seleção canarinho estará representando nossa nação, esperamos com garra, dedicação e determinação. 
Mas cadê aquele clima de Copa??? Não vejo o pessoal como no passado... lembro de bandeiras no carros, dias antes da Copa, bandeiras nas sacadas dos apartamentos, bandeiras amarradas nas antenas de TV, não vejo bandeiras, as pessoas pouco comentam... 
Não vejo ninguém comentando que comprou uma corneta nova para a hora do jogo... para zoar, para brincar... tinha gente que comprava TV nova... assinava canal fechado... mas hoje ninguém fala nada, ou fala mal da Copa, da FIFA... faz parte... erros devem ser criticados mesmo. 
Mas eu não vou criticar, esse blog é de vinho, mas como o autor não está respirando Copa, não está no clima de Copa como tantos brasileiros, acabei decidindo não preparar nada especial por aqui... espero não frustrar o amigo leitor, mas o que você vir de Copa por aqui sairá no improviso! 
Forte Abraço!

quinta-feira, 3 de abril de 2014

A Ingrata Tarefa de Guardar Vinhos

Pois é... guardar vinhos não é tudo de bom... tem seus poréns. Mas não quero aqui desestimular ninguém a guardar vinhos, mas sim lembrar que mesmo fazendo tudo certo, as vezes dá tudo errado! 
Quero contar duas experiências que aconteceram comigo no mês e Março. Uma na casa do meu pai e outra comigo mesmo. Em ambas o vinho estragou... mas só o vinho, a festa não!!! 

A primeira como disse foi com meu pai, que tem carinho especial pelos vinhos do Rhône, Toscana e da Scicilia, mais inclinado para os Châteauneuf's, Chiantis e os grandes Neros d'Avola. No começo do mês citado estávamos a mesa para desfrutar de uma bela massa que minha mãe havia feito, já na terceira idade meu pai não está muito naquela de economizar com vinhos, e tem muita bala na adega pra minha alegria. Como é usual quando estou por lá ele pediu que escolhesse um vinho para bebermos. 
Voltei da adega com o L'Insolente Scicilia IGT 2003, um vinho que ele trouxe em 2012 da Itália, aqui no Brasil é importado pela Decanter. Tudo certo, comprado em loja especializada, descansou na horizontal em adega climatizada, etc, etc e tal... Mas vinagrou o danado, claramente oxidado, um desastre mesmo para os iniciantes. Obviamente ficamos frustrados, mais ele do que eu, mas fazer o que? 

A segunda experiência negativa aconteceu comigo, no dia do meu aniversário, quando abri o Châteauneuf que cometei na última terça. Naquele dia levei dois Châteauneuf's para desfrutar com os amigos, um branco e outro tinto. Com o tinto tudo certo, mas com o branco... 
Com o branco aconteceu a palavra mais odiada do mundo do vinho: Bouchonée. Os fungos tinham atacado a rolha e o vinho estava claramente alterado, além dos aromas desagradáveis tinha algo oxidado também, dando a sensação de que a rolha era bem problemática, além dos fungos deixou passar ar... Em certos momentos o Châteauneuf parecia um Tondonia nos aromas, devido as notas oxidadas em outros dói até de lembrar. 
De novo tudo foi feito corretamente, e no segundo dava até para trocar o vinho, afinal quando é bouchonée a loja troca o vinho, mas fazia uns 04 anos que estava na minha adega, esperando o momento, até porque o Châteauneuf branco é um vinho de guarda, Hugh Johnson sugere sempre abri-lo após 08 anos de vida... 
E vamos falar a verdade é nesse ponto que a tarefa de guardar vinhos do enófilo fica bem ingrata... vinho que guardamos, normalmente abrimo em momentos escolhidos a dedo, ou seja guardamos vinhos para momentos especiais! Ou seja criamos sempre grande expectativa sobre estes vinhos, eles tem que estar a altura do acontecimento daquela data e quando não estão... trocando em miúdos: a expectativa é a mãe da decepção. 
O que quero com esse post? Desabafar? Um pouco é claro, afinal como descendente de italiano sou bem melodramático, risos... mas o que quero mesmo é praticar o desapego mesmo, guardar vinhos por menos tempo, abri-los logo! Vamos utilizar os Decanters!!! 
Como diz meu amigo Alexandre Frias: "Vinho feliz é vinho aberto!" 
Forte Abraço!

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Argentina: Cabernet Sauvignon ou Malbec???

É no mínimo pretensioso da minha parte fazer essa pergunta, mas... tenho ficado muito satisfeito com os varietais de Cabernet Sauvignon argentinos que tenho experimentado, especialmente os de linhas mais básicas os chamados vinhos de ‘entrada’ das vinícolas hermanas.
Eu já estava com esse sentimento que nos vinhos argentinos abaixo de R$ 50 tínhamos exemplares melhores de Cabernet Sauvignon, quando o amigo João Filipe Clemente promoveu um embate entre Cabernet e Malbec da Sottano.
E na linha inicial de vinhos (Classico) foi quase unânime, entre 10 wine bloggers, que o Cabernet era um vinho mais harmônico e agradável. Fique também registrado aqui que na linha Reserva de Família, mais alta dentro da escala proposta pela vinícola, o Malbec foi o melhor para a maioria.Mas aquele sentimento que tenho, se fortaleceu!
E os amigos, o que acham? Os Cabernet´s argentinos abaixo de R$ 50 estão valendo mais a pena?
Forte Abraço!

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Salvaguarda cai! Bom para o Consumidor?

Aconteceu! Enfim a Salvaguarda caiu, o que sem dúvida é uma boa notícia para o bolso do enófilo apaixonado como eu e você, meu amigo (a). Mas admito que fiquei com algumas dúvidas... estou um tanto cético! 
Me perdoem os amigos e otimistas, mas eu fiquei um pouco incomodado com a notícia que todo o empresariado ligado a comercialização do vinho fez um acordo de cooperação para que fosse retirado o pedido de Salvaguarda. 
O objetivo deste acordo é dobrar a venda de vinhos finos brasileiros em 04 anos. Sairíamos de 19 milhões de litros para 40 milhões!!! É um baita esforço, hein!!!
Espero que seja um sucesso, pelo bem de todos, mas desconfio! Não me pareceu um acordo natural, digamos assim... e já dizia minha avó: "o que nasce errado, termina errado". 
Espero estar equivocado, mas se esses números não forem alcançados tenho a impressão que nós enófilos voltaremos a falar em protecionismo no mercado do vinho. Portanto prefiro aguardar mais um tempo para cravar que esta notícia é boa para o consumidor!
Segue comunicado da Ibravin na íntegra! 
Compromisso assumido entre as partes é de aumentar o consumo per capita de 1,9 para 2,5 litros até 2016. Em conjunto, todos os elos da cadeia terão como meta ampliar venda de vinhos finos brasileiros de 19 para 40 milhões de litros em quatro anos. 
Acordo de cooperação entre os produtores de vinhos brasileiros e as principais associações de importadores, formalizado na última sexta-feira (19), em Brasília, no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), estabelece medidas para o crescimento do mercado de vinhos finos no Brasil bem como a ampliação do volume de produtos nacionais. O anúncio oficial foi feito nesta segunda-feira (22), em entrevista coletiva na sede da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), em São Paulo. A Abras, a Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) e a Associação Brasileira dos Exportadores e Importadores de Alimentos e Bebidas (Abba), em conjunto com as entidades vitivinícolas brasileiras, estabeleceram diversas metas que serão desenvolvidas e acompanhadas por um grupo de trabalho formado por profissionais das entidades. 
O acordo prevê a cooperação entre as partes para ampliação do consumo, redução dos tributos incidentes sobre o vinho, bem como apoio para os pedidos do setor de securitização das dívidas agrícolas e redução dos estoques de produtos vitivinícolas. Mas as partes também assumem compromissos pontuais. As associações representativas dos importadores de vinhos comprometem-se a buscar a ampliação para 25% da presença de vinhos finos brasileiros nas redes dos supermercados e para 15% nos demais estabelecimentos varejistas por meio de parcerias entre importadores e vinícolas nacionais. O objetivo destas ações é buscar a comercialização de 27 milhões de litros de vinhos finos brasileiros em 2013 crescendo paulatinamente até atingir 40 milhões de litros em 2016. 
Já o Ibravin e as entidades vitivinícolas representantes dos produtores brasileiros comunicaram ao governo a retirada do pedido de Salvaguarda que estava em análise no Departamento de Defesa Comercial (DECOM/MDIC) e comprometem-se a cessar quaisquer ações que visem à criação de barreiras tarifárias e/ou não tarifárias à importação de vinhos finos e ainda a manter os investimentos em marketing, qualificação da produção e aumento da competitividade que estavam previstos no Plano de Ajustes do processo de Salvaguarda. 
Da parte do setor de supermercados, o compromisso é de trabalhar para a ampliação do espaço de exposição e promoção dos vinhos finos nacionais nas lojas. 
O presidente do Conselho Deliberativo do Ibravin, Alceu Dalle Molle, considera este acordo de cooperação “um avanço importante em prol do desenvolvimento do mercado de vinhos no Brasil, que vai possibilitar um crescimento sustentável da produção brasileira de vinhos finos”. 
Para o presidente da Abras, Sussumu Honda, quem sai ganhando com o acordo é o consumidor. “O consumidor brasileiro está cada vez mais apreciando bons vinhos, nacionais e importados. O bom sortimento de produtos nas gôndolas é essencial e esse acordo vem para dar ainda mais vitalidade a essa escolha, sem restrição. Vamos promover nossa indústria, ampliar sua competitividade, mas garantindo o melhor mix nacional e internacional de vinhos nos supermercados.”

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Clubes de Vinho Valem a Pena?

foto: www.wineart.com.br
Apesar do título sugerir não pretendo responder a esta pergunta, afinal depende mais da leitura que cada um tem da oportunidade do que da minha opinião. A ideia é mostrar os prós e os contras de ser membro de um Clube de Vinho. 
Primeiramente um clube de vinhos nada mais é que um clube de compras, onde os consumidores se comprometem a adquirir um número "x" de garrafas periodicamente e como grande vantagem normalmente tem um preço diferenciado, menor, a seu favor. O que os transformariam em um excelente negócio para os consumidores. 
Além dessa vantagem, teoricamente existem muitas outras, como um profissional qualificado, Sommelier, utilizando todo seu conhecimento para fazer grandes escolhas, ótimos vinhos a bons preços! Uma oportunidade para conhecer vinhos do mundo todo, seus estilos e características sem precisar estudar, já que tem um profissional preparado e qualificado para realizar a seleção. O conforto de receber os vinhos na porta da sua casa, sem maiores problemas. 
Mas e os contras? Primeiro, o clube não deixa de ser um negócio, e podem aparecer alguns "micos" nas seleções, acontece... não acredito que seja proposital, mas não é possível que o seu paladar, gosto seja incrivelmente idêntico ao do Sommelier responsável. Lembre-se que existem muitos vinhos perfeitos tecnicamente mas que não te agradam... ok! Esse risco nós corremos em qualquer compra, mas na loja eu estou escolhendo, acredito que o risco seja menor...
Outro ponto, que passa desapercebido para muitos, mas que para a minha pessoa não passa ileso, é o fato de as seleções serem esmagadoramente de vinhos tintos! Nem em época de Reveillon tem espumante... Tudo bem que a preferência nacional é o tinto, mas e aquela história de conhecer vinhos do mundo todo? Nós sabemos que existem regiões pródigas em brancos, rosés e espumantes, não vale a pena conhecê-los? 
Me incomoda em alguns clubes a exigência de se comprar 04 ou até mesmo 06 garrafas do mesmo vinho!!!??? Volta aquela pergunta da diversidade... vinhos do mundo todo? E se eu não gostar do vinho? 
Mas também tenho que salientar que alguns clubes se preocupam com todos esses pontos de forma muito cuidadosa, é o caso do Clube W da Wine, que tem opções de 02, 04 ou 06 gfas, deixando o consumidor mais a vontade para começar no clube e evoluir dentro do mesmo conforme a confiança avança. Também oferece desconto para que quiser comprar os mesmos vinhos após prová-los, os mesmos e outros que ficam a disposição no site. 
Outra boa opção nesse sentido é o Winet Club, que além de oferecer um par de vinhos distintos e quem gostou da seleção mensal tem desconto para comprar novamente, tem 03 planos conforme o nível de conhecimento e o bolso, enfim você escolhe e de repente pode até assinar dois planos... tendo uma seleção de 04 vinhos distintos... por que não? 
Espero ter contribuído e, com certeza, gostaria de que o amigo leitor comentasse o que acha dos clubes de vinho que participa ou participou. O que é bom, o que é ruim? 
Forte Abraço!

sábado, 30 de abril de 2011

Opinião Vivendo Vinhos: Por que não a Marselan?

A Marselan é um cruzamento da Cabernet Sauvignon e da Grenache e produz vinhos de muita estrutura e caráter, vinhos com personalidade! Normalmente estes vinhos são encorpados, com grande volume tânico e acidez em alta, são intensos e complexos tanto em seus sabores como em seus aromas, não são nada óbvios...
Bom o fato é que o vitivinivultores brasileiros tem obtido excelentes vinhos desta uva, pelo menos sob o meu ponto de vista de consumidor. Toda vez que bebo um Marselan percebo potência aliada a equilíbrio com boa integração, me encanta...
Mas o que me chama a atenção mesmo é que o produtor nacional parece não investir na divulgação destes vinhos, apesar de boa parte deles ter pelo menos um rótulo a disposição no mercado. Pergunto: Por que não a Marselan???
Por que nós consumidores não damos um pouco mais de atenção a ela? Por que os produtores nacionais insistem tanto na Merlot? Por que não acreditam mais na Marselan? Vamos enviar esses vinhos para concursos, acredito que terão bons resultados... Por que não fazemos como a África do Sul e crescemos com uma uva diferente? Uma uva pouco conhecida como nos casos argentinos e uruguaios...
Fica aqui a constatação de que os rótulos de Marselan a disposição em nosso mercado são bons e que tem potencial. Que tal experimentar um? Sugiro o Terragnolo Marselan ou o Identidade Marselan... Quem sabe nós consumidores não damos esse 'empurrãozinho' para a Marselana brilhar...
Forte Abraço!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Eu Blogo! Falo e Aprendo sobre Vinhos... Faço Amigos e me Divirto!

Você que chegou até aqui já leu 04 blogger's que comentaram sobre o ato de blogar... Chegou a minha vez de contribuir e fiquei pensando nos motivos que me levaram a blogar e porque estou aqui ainda.
Bom... comecei a blogar porque quería dividir minhas opiniões sobre vinho, escrever o que eu pensava e também receber opiniões sobre os vinhos que bebía, afinal o campo 'Comentários' está sempre lá... esperando o comentário do amigo. É aí que a coisa começa ganhar um tamanho incrível!!! Porque o ser humano é incrível... as pessoas que comentam meus posts podem ser passageiras porém muitas vieram para ficar. Comentam sobre os vinhos mas sempre abrem espaço para o início de uma amizade. Como diría Daniel Perches: "Fantástico!"
Então de pretenso 'crítico' de vinho passei a ser amigo de muitos enófilos apaixonados como eu, que estão aqui nesse mundo escrevendo por paixão, sem nenhum tipo de compromisso a não ser o que esses sujeitos tem com eles mesmos.
Aí não é que surge mais uma coincidência incrível!!! Todos eles cansados do viés elitizado que o vinho tem no Brasil, todos sempre lembrando o fim social do vinho que é celebrar, comemorar todas as vitórias e não só descobrir a melhor harmonização possível...
É lógico que todos nós conhecemos sobre o que estamos falando, cores, aromas ou sabores, mas para todos nós as características do vinho são um componente que quando somado ao todo faz a real diferença! Tudo junto traz prazer e diversão. Nada mais prazeroso que a alegria de um sorriso, não?
Agora... se você ainda não teve a oportunidade de ler o que o Paulo, Peter, João Filipe ou Alexandre escreveram, não perca tempo pois temos muito para celebrar ainda...
Ah! E o André do Enodeco ainda tem muito para contar...
Forte Abraço!

domingo, 25 de julho de 2010

Mais "Palhaçada" na F1... Um brinde a Carlos Reutemann, Didier Pironi e René Arnoux!

Mais palhaçada na F1... e esse fã aqui cada vez tem menos vontade de assistir as corridas e brindar as vitórias dos pilotos brasileiros... Sabemos que são situações difíceis, contratos e mais contratos, inúmeras e desgastantes cláusulas...
Mas os três pilotos do título deste post ainda faziam da F1 um esporte! Para eles, com certeza, eu abriría meu melhor vinho... clique aqui e descubra o porquê.
Forte Abraço!

terça-feira, 20 de julho de 2010

20 de Julho... Dia da Amizade! E Vinhos que Emocionam...

um brinde de amigos no Varanda

Hoje é 20 de julho, dia da amizade! Amizade que é um sentimento universal, já que todos nós a sentimos, independente de cor, raça, religião, caráter, etc. Deus a permite para todos! E todos que passam por esse mundo não tem a opção de não sentí-la.
E o que um blog de vinhos está fazendo quando fala sobre amizade? Está apenas lembrando que a bebida, seja ela qual for, cerveja, vodca, whisky ou mesmo o vinho, foi criada para celebrar, para comemorar e entre as celebrações nós devemos celebrar a amizade!
É verdade... na vida, amigos vem e vão... por isso você, eu, todos, devemos aproveitar ao máximo o tempo que temos com cada amigo que a vida nos apresenta. Realmente curtir, porque os amigos não se veêm durante anos mas quando se encontram os anos que passaram se tornam segundos, a amizade é assim... atemporal!
E tem mais... com os amigos dividimos alegrias e tristezas, chorar e sorrir é quase intrínseco a uma grande amizade... muitas vezes é mais fácil dividir algum medo com os amigos de com os familiares, vai entender o porquê... porque nossos amigos não se importam com os nossos defeitos e qualidades, eles nos admiram pelo que somos!!! Sejamos pobres, ricos, felizes ou amargurados.
Simples assim... amigos se emocionam conosco, as vitórias deles são as nossas e as nossas são as maiores vitórias deles... um espetáculo! Um espetáculo daquilo que o ser humano é na sua essência: sentimento, emoção!
E se o ser humano é emoção... por que não abrir aquele vinho especial hoje? Aquele que te emocionou... aquele que estamos guardando para um "momento especial"... Quer algo mais especial que receber os amigos???
Forte abraço!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Miolo Terroir 2005, o Melhor Merlot do Mundo! A Matéria da Época e os Detalhes que não Podemos Deixar Passar...

Dirceu Vianna Junior, Master of Wine, realizou um esstudo, uma tese, para conclusão do seu curo no Institute of Masters of Wine. Essa tese teve como tema a qualidade do vinho produzido a partir da Merlot em território tupiniquim e tudo isso além de uma entrevista com o próprio Dirceu foram tema para a matéria da Época. Você pode conhecer o conteúdo da entrevista clicando aqui, porém só terá acesso a entrevista o conteúdo restante só para assinantes Época ou se adquirir a revista, ok?.
Bom para evitar polemizar devemos nos ater a alguns pontos, primeiro é ótimo ver oito vinhos nacionais entre os 10 melhores do painel, mas nem por isso o Merlot Terroir 2005 é o melhor Melot do Mundo, isso é exagero. Claro que é um painel extenso que comtempla mais 10 regiões produtoras de Melot e todas elas de qualidade e que os degustadores são os melhores mas existem outras hipóteses que nos devem trazer mais humildade em relação a essa afirmação.
Segundo a faixa de preço comtemplava vinhos entre 5 e 15 libras, algo em torno de R$ 15 a R$ 45 no Brasil, porém em preços de atacado. Ou seja o consumidor final inglês não pagaría esses valores pelos vinhos. Temos que tomar cuidado também em afirmar então que nossos vinhos são os de melhor custo-benefício do mundo.
Depois dessas duas questões vamos as próprias palavras do Dirceu sobre o vinho nacional, abre aspas... "Seria uma falsa generalização e um erro grosseiro dizer que os vinhos brasileiros são os melhores do mundo. O que pode-se concluir é que em safras boas e respeitando um certa faixa de preço os vinhos brasileiros têm condições de ser tão bons ou melhores que vários importados."
Quando estudamos com detalhe a lista do Top Ten notamos que todos os vinhos são da safra 2005, que foi simplesmente a melhor safra que o Brasil já produziu, comparando com Chile, por exemplo, que tem um vinho no Top Ten, sendo este da safra 2006, uma safra boa mas não excepcional como a nossa.
Outro ponto abordado por Dirceu Vianna Jr foi a consistência da produção do vinho nacional que infelizmente não existe... "Por outro lado, a maioria dos 10 últimos colocados também eram vinhos brasileiros, demonstrando que ainda existe muito trabalho para ser feito até que a região apresente uma certa consistência."
Enfim ainda há referências a evoluções que nossos produtores devem fazer, tanto técnico como na manutenção dos vinhedos além da criação da DOC Vale dos Vinhedos que está sendo discutida. Também há informações interessantes sobre a melhor adaptação da Merlot ao nosso solo. É sim uma bela entrevista e cheia de conteúdo, como deve ser! Mas nào vamos sair falando mundo afora que nós somos o país da Merlot porque, como procurei demonstrar acima, nào somos.
Conclusão que eu tiro de tudo isso? É que o vinho nacional está melhorando mas tem muitos desafios pela frente. Esse estudo e tantos prêmios demonstram que nosso produtor vem evoluindo significativamente no quesito qualidade, apesar de não termos a consistência que precisamos ainda nos vinhos tintos. Consistência que já possuímos nos espumantes e já teríamos nos brancos se houvesse algum foco neles.
Enfim a primeira grande "via" para implantação da cultura do vinho no Brasil está sendo trilhada e está colhendo seus resultados. Mas infelizmente a segunda nem é comentada e nem discutida, talvez só por nós consumidores, que é como reduzir o preço do vinho nacional?
Forte Abraço!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Opinião Vivendo Vinhos: Brancos e Oprimidos


A segunda coluna do Vivendo Vinhos vem tratar do consumo do vinho branco. É notório para qualquer pessoa atenta que os tintos são a preferência mundial. Qualquer pesquisa rápida na Internet mostrará a diferença da quantidade produzida entre brancos e tintos. Apesar de ser um defensor e amante dos vinhos brancos e seus prazeres não tenho o objetivo de alterar o consumo do amigo ou amiga que lê esta coluna, apenas de abrir mais uma porta.
No mundo existem pesquisas que indicam crescimento do consumo do vinho até 2030, em que pese em 2008 o consumo ter caído. Os espumantes vão puxar a fila segundo as tendências, os rosados terão o seu espaço, mas os brancos devem ficar estacionados, uma pena!
Eu gostaría de entender a razão disso, mas... não sei! As vezes penso que está diretamente ligado ao fato dos vinhos tintos terem propriedades benéficas a saúde. Não é do conhecimento geral mas os vinhos brancos também trazem benefícios a saúde como melhoría da função pulmonar, são ricos em cálcio, magnésio e potássio e também são desintoxicantes e diuréticos, por fim normalmente os brancos são menos calóricos que os tintos.
Os vinhos brancos podem proporcionar muitos prazeres a mesa, seja através de suas próprias características como a leveza ou harmonizações magistrais tais como salmão ao molho de queijo versus chardonnay ou queijo de cabra versus sauvignon blanc. Tente também harmonizações inusitadas como salada de rúcula e temperada com azeite, pouco shoyu e sumo de laranja com um bom Torrontés argentino.
Também entendo que os brancos são o componente mais essencial de um jantar. Algumas vezes eles são o welcome drink outras vezes acompanham as entradas ou saladas, nesse momento digamos que os convidados ainda não estão embalados pelo álcool e portanto estão mais atentos ao que estão bebendo. Isso sempre me estimula a servir um bom branco por isso os experimento cada vez mais...
Dê uma oportunidade a um vinho branco! O Chardonnay demonstrará sua estrutura e volúpia, para a Viognier te encantar com sua elegância, para um Riesling te surpreender com aquele toque de mineralidade, para um Sauvigno Blanc te refrescar enfim dê uma chance para que as flores do Gewurztraminer se tornarem um jardim.
Por isso sugiro que não sejamos mais opressores dos vinhos brancos. Este espaço está aberto para você contribuir com sua opinião também. Quem sabe você conseguem em ajudar a entender porque bebemos muito menos vinho branco...
Forte Abraço!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Opinião Vivendo Vinhos: Taxa de Rolha


Bom.. Vamos estrear a coluna de opinião do Vivendo Vinhos tratando de um tema complicado, um tema que gera diversas posições, a 'rolha'! Sou contra a cobrança mas vou tentar apresentar as duas posições de forma sucinta e objetiva. O espaço de comentários está aberto para a sua opinião! Não somos obrigados a concordar, certo?
Mas antes vamos explicar o que é essa tal de 'rolha'? Afinal nem todos devem saber. A taxa de 'rolha' na verdade é uma tarifa cobrada pelos bares e restaurantes quando o cliente leva o próprio vinho ou whisky ou outra bebida qualquer. Para cada garrafa que o estabelecimento abre (por isso fala-se 'rolha') o mesmo cobra um valor. Já ví a tal da 'rolha' chegar a módicos R$ 100.
Agora que sabemos o que é a 'rolha' vamos tratar do assunto com cautela. Os restaurantes argumentam que fazem investimentos em taças, profissionais(sommelier), adegas climatizadas, rótulos, etc e por isso fazem a cobrança. Esses são basicamente os argumentos que defendem a 'rolha'.
Os refuto baseado na lógica do negócio do restaurante. Como àquele 'restaurante x' pode existir sem esses elementos? Esses investimentos são intrínsecos ao negócio e devem ter seu retorno conforme o crescimento do estabelecimento. Sinceramente não acredito que alguém leve um vinho a um bar ou restaurante que não esteja apto a lhe atender bem.
Ainda, para completar, será que os restaurantes não percebem que a cobrança é dupla??? Afinal já existem os 10% de serviço... que muitas vezes são cobrados sobre o preço da 'rolha'.
Talvez você esteja se perguntando porque eu quero levar o vinho? Já que frequento restaurantes que normalmente tem cartas elaboradas e com boas opções. São duas as razões, primeira o restaurante não tem obrigação de ter na carta o vinho que desejo beber; segunda as margens de lucro praticadas atualmente são exageradas, normalmente os restaurantes dobram os preços que encontramos nas etiquetas das lojas, acho que o preço fica injusto.
Por fim gostaría de dar uma sugestão aos restaurantes que praticam a 'rolha', mudem essa política! Fica aqui uma outra opção, como pratica a Casa Bráz de Campinas, se o cliente levar um vinho que não está na carta nada é cobrado mas se o vinho estiver na carta é cobrado o preço da carta. É possível... e com inteligência...

Enfim, mais uma vez convido você a participar!
Por fim estou lançando essa coluna com uma promoção! Afinal quem não gosta de ser presenteado com uma garrafa de vinho??? Deixe um comentário com seu e-mail e concorra a uma garrafa de Serrera Del Pecado 2007! Harmônico corte de Malbec e Cabernet Sauvignon. Não é preciso opinar sobre a 'rolha' apenas deixar seu e-mail.
Serão aceitos comentários até 25 de janeiro! O vencedor será anunciado dia 31 deste mês. Esssa promoção tem o apoio da Vinhos Web.
Forte Abraço!