| Monte Vide Eu, o vinho premium da Bouza |
Visitamos a Bouza no segundo dia de viagem que fizemos ao Uruguai. Das vinícolas que visitamos é a mais preparada para receber o 'enoturista', é linda! Tem um belo restaurante, um interessante museu de carros, que agrada mesmo os leigos como eu, e é claro tem bons vinhos!
Aliás, foi por esse último motivo que fizemos questão de visitá-la! Já havíamos provados alguns muito bons por aqui. O que chama a atenção, já que a Bouza é uma bodega nova com pouco mais de 10 anos de idade, que surgiu do desejo de seu patriarca, um empresário de muito sucesso no Uruguai.
Começou com 05 uvas, Tannat, Merlot, Tempranillo, Chardonnay e Albariño. Uma para cada filho. Uvas francesas e espanholas devido a ascendência familiar. Simples assim, mas desde o início marcada pelos conceitos empresarias modernos, como Marketing e Investimento em Tecnologia. Aliás pode ser percebido claramente a tecnologia nos conceitos utilizados no cultivo das vinhas e na produção dos vinhos, basta observar atentamente o wine tour.
Outro fato que fica claro é a estratégia de valorização da marca Bouza, muitos dos vinhos são apresentados com o nome da uva e da 'parcela' do terreno, como o Tannat A6. Podería ser dado um nome aquele pequeno terroir, como os franceses fazem ou mesmo os uruguaios, na visita a Bodega H Stagnari, para as uvas brancas eles tem o terroir de 'La Puebla'. Mas na Bouza o vinho se chama BOUZA Tannat A6, uma boa sacada!
Estratégias a parte, cada parcela é numerada e corresponde a meio hectare de terreno, tem normalmente planta uma única variedade e busca a excelência quando se trata de qualidade final, isso pude experimentar.
Após o Wine tour fomos devidamente instalados debaixo de um parreiral para almoçarmos (foto acima), na boa... foi surreal! E foi nesse lugar mágico que pudemos constatar a qualidade da safra 2011 no Uruguai, em todas as vinícolas que visitamos fala-se muito bem de 2011.
Enfim... logo pedimos o Albariño, para saciar nossa sede e curiosidade e para acompanhar os camarões abaixo. Um vinho que mostrou personalidade, com bom frescor e notas de fruta cítrica fresca salientes. Harmonizaram muito bem com os camarões que pedimos de entrada.
Na boca uma suave untuosidade, oriunda de um pequeno estágio de 03 meses em barricas de 30% do vinho, o que deu mais elegância e complexidade ao mesmo, inclusive o tornando mais fácil ao palato, porém é estranho sentir aromas de coco num albariño, isso não dá para deixar de lado... Mas não posso dizer que prejudicou o vinho, afinal ele é muito bom.
Seguimos por mais uma agradável hora com Abadejo, legumes e suflê de goiabada. Aí apareceu o Ignácio, um inconformado garçom que vende até a mãe, me perdoem. Mas o cara com jeitinho foi convencendo a gente a experimentar o Tannat Sin barrica 2011. Mas, 'Ignácio, Tannat precisa de tempo para afinar?' perguntei... 'Esta é uma safra excepcional', foi a resposta, 'Um Tannat como você nunca experimentou!'.
E foi mesmo! Muita fruta vermelha madura, nuances herbáceos e florais muito atraentes. Na boca grande volume, com bom corpo e taninos surpreendentemente finíssimos e integrados ao conjunto. Boa acidez e retrogosto confirmando as frutas. Realmente um belo Tannat!
Mas o melhor da viagem foi outro... conto em outro post!
O amigo pode conferir mais dessa viagem no Diário de Baco, do amigo Alexandre Frias que me acompanhou pelas planícies uruguaias. Ou no marcador Enoturismo aqui do blog.
Forte Abraço!

