Chegou o dia de abrir esse vinho guardado há muito na minha adega. Precisei de dois empurrãozinhos, um do amigo Luiz Cola do Vinhos e Mais Vinhos, que foi o responsável pelo tema do mês da CBE em março, tema que foi: "Vinhos Evoluídos! Com dez anos de idade ou mais, pelo menos Safra 2004!" E o outro empurrãozinho foi o meu aniversário que ocorreu no mês de março...
Posto isso, reuni bons amigos e fomos a Cantina Messina em Campinas. Por lá bebemos um Chatêauneuf branco primeiro, sabe como é, curtindo a tarde... então pedimos os pratos e abrimos o Cuvée Etienne Gonet.
Um Châteauneuf cheio de nuances, complexidade e elegância juntos! O tempo é amigo de vinhos como esse, tanto no envelhecimento do vinho, como depois de aberto, cada "respirada" que o vinho dá, melhor ele fica!
Muita futa vermelha e negra madura, couro, ervas, balsâmico, tudo isso de forma muita elegante, distinta! Na boca equilíbrio, bom corpo, boa acidez e taninos finíssimo, um vinho que tende para o aveludado... Enfim uma experiência!
Para mim Châteauneuf du Pape é muito especial... é um vinho que simboliza o meu início com os vinhos, meu pai comprava apenas para abrir no Natal, aguardava o ano todo para bebê-lo. Portanto esse vinho para mim representa família e celebração!
Por isso agradeço ao meu pai por tornar os Châteauneuf's tào especiais, obrigado Luiz Cola por me "forçar" a abrir mais um...
Forte Abraço!
Sauvignon Blanc argentino não é comum, muitos nem experimentariam, não sabem o que podem estar perdendo! Visitando um bom amigo em Campinas ele abriu esta garrafa que desfrutamos acompanhado de Salsichão com batatas.
O vinho é de cor palha, com reflexo esverdeado, aromas de limão dominavam ao nariz, ervas como alecrim e manjericão completavam o painel. Nada daquele aspargo ou grama cortada típica da Sauvignon, principalmente nos terroirs chilenos e sul-africanos.
Os aromas também não eram tão intensos, estavam mais moderados, gostei dessa diferença, deixou o vinho mais dócil, mais fácil de beber.
Na boca a nota de limão se confirmou, persistência moderada e acidez refrescante. Um vinho descompromissado, dócil que agrada a todos, enfim excelente para o calor e para receber os amigos!
Forte Abraço!
Esse mês a CBE (Confraria Brasileira de Enoblogs) me deu um trabalho... Melhor dizendo meu amigo Déco Rossi - Enodeco foi quem escolheu o tema, então foi ele que deu trabalho! Mas foi um trabalho prazeroso...
O tema deste mês foi: "Vinho branco de corte, de qualquer faixa de preço"... Eu normalmente só tenho varietais, aliás, eu confesso, normalmente eu só tenho Sauvignon Blanc, eu confesso! Então numa tarde quente dessas que fevereiro nos proporcionou fui visitar outro amigo, Tiago Ribeiro na Rosso Bianco, comprar um ou dois vinhos que atendessem ao tema.
Voltei com dois Rhônes brancos para casa e o primeiro é este de Jean-Luc Colombo, um excelente produtor, que utiliza de técnicas modernas numa França tradicionalista... o Ed Motta gosta de chamá-lo de Mago...
O Les Abeilles é um vinho de entrada mas de uma incrível! Corte de 04 uvas típicas do Rhône, Greenache Blanc, Clairette, Viognier e Roussanne , apenas 15% do vinho estagia em barricas de segundo uso, os demais 85% em tanques de inox. Porém todo vinho estagia 06 meses sobre as lias, no inox ou na madeira, conferindo uma característica mais evoluída ao vinho.
Na taça a cor amarelo palha já denota um reflexo dourado, lindo! Aromas que remeteram a frutas em calda como pêssego e abacaxi, uma nota suave de coco e calcário (mineral), achei bem interessante. Na boca elegância! Corpo médio, acidez moderada, suave untuosidade, longa persistência e retrogosto confirmando as frutas em calda, dá vontade de beber outra taça!!!
Para acompanhar fiz um risoto de camarão, como disse anteriormente, foi um trabalho prazeroso!
Gira os R$ 65 - R$ 70, pela qualidade do vinho um preço justo.
Forte Abraço!
Aproveitei a trégua que o verão nos proporcionou há alguns dias para matar a saudade dos vinhos tintos. A chuva caiu vagarosa naquele sábado, muito mais uma garoa do que chuva propriamente dito, o clima ficou ameno e perfeito para esse reencontro.
Minha esposa e eu preparamos uma massa, um Tortei, recheio de moranga é claro, a bolonhesa e fui até a adega para escolher o companheiro do reencontro... Me lembrei que estava em débito com meu amigo Tiago Bulla, do excelente blog Universo dos Vinhos, que havia escolhido como tema do mês de dezembro um Pinot Chileno...
Escolha feita, a harmonização obviamente não foi encantadora mas não foi mal não esse Pinot com muita fruta e acidez suportou bem o molho do prato. Logicamente um vinho italiano seria mais interessante.
Posto isso vamos falar um pouco mais deste Pinot Noir chileno do Valle de Colchagua, essa foi a primeira surpresa, não era do valle referência de Pinot no Chile, o Valle de Casablanca. Outro ponto é o fato de ser um vinho orgânico.
Na taça entregou muita fruta, os aromas e sabores remetiam constantemente a cereja fresca e algum nuance de ervas como alecrim. Na boca médio corpo, boa acidez e ponta alcoólica para esquentar o coração. Persistência média e retrogosto confirmando as frutas vermelhas.
Comprei por R$ 42, achei que valeu a pena!
Forte Abraço!
O calor não para, não passa, assim eu vou abrindo tudo que tenho na Adega, que possa ser refrescante... Champagne normalmente não é refrescante, é sim um espumante de classe, normalmente complexa, para ser apreciada lentamente...
Mas eu tinha uma referência diferente dessa Jacquart Brut Mosaique, que foi confirmada na taça. Logicamente é um espumante complexo, com várias notas aromáticas, mas que tem na fruta uma marca registrada digamos assim.
Cor amarelo palho com reflexo esverdeado presente, aromas que passavam por frutas frescas como maçã verde, a mais presente! Notas de damasco, pêssego, carambola e peras completavam o painel, uma verdadeira salada de frutas! Com mais tempo na taça e temperatura um pouco superior, as notas de brioche, fermento e pão tostado enriqueciam o painel aromático.
Na boca é fresca mas sem perder aquela cremosidade característica dos Champagnes. Boa persistência, retrogosto confirmando a maçã verde, escorrega muito bem!
Na boa, dá para viver só dessa Champagne!!!
Forte Abraço!