segunda-feira, 19 de julho de 2010

Miolo Terroir 2005, o Melhor Merlot do Mundo! A Matéria da Época e os Detalhes que não Podemos Deixar Passar...

Dirceu Vianna Junior, Master of Wine, realizou um esstudo, uma tese, para conclusão do seu curo no Institute of Masters of Wine. Essa tese teve como tema a qualidade do vinho produzido a partir da Merlot em território tupiniquim e tudo isso além de uma entrevista com o próprio Dirceu foram tema para a matéria da Época. Você pode conhecer o conteúdo da entrevista clicando aqui, porém só terá acesso a entrevista o conteúdo restante só para assinantes Época ou se adquirir a revista, ok?.
Bom para evitar polemizar devemos nos ater a alguns pontos, primeiro é ótimo ver oito vinhos nacionais entre os 10 melhores do painel, mas nem por isso o Merlot Terroir 2005 é o melhor Melot do Mundo, isso é exagero. Claro que é um painel extenso que comtempla mais 10 regiões produtoras de Melot e todas elas de qualidade e que os degustadores são os melhores mas existem outras hipóteses que nos devem trazer mais humildade em relação a essa afirmação.
Segundo a faixa de preço comtemplava vinhos entre 5 e 15 libras, algo em torno de R$ 15 a R$ 45 no Brasil, porém em preços de atacado. Ou seja o consumidor final inglês não pagaría esses valores pelos vinhos. Temos que tomar cuidado também em afirmar então que nossos vinhos são os de melhor custo-benefício do mundo.
Depois dessas duas questões vamos as próprias palavras do Dirceu sobre o vinho nacional, abre aspas... "Seria uma falsa generalização e um erro grosseiro dizer que os vinhos brasileiros são os melhores do mundo. O que pode-se concluir é que em safras boas e respeitando um certa faixa de preço os vinhos brasileiros têm condições de ser tão bons ou melhores que vários importados."
Quando estudamos com detalhe a lista do Top Ten notamos que todos os vinhos são da safra 2005, que foi simplesmente a melhor safra que o Brasil já produziu, comparando com Chile, por exemplo, que tem um vinho no Top Ten, sendo este da safra 2006, uma safra boa mas não excepcional como a nossa.
Outro ponto abordado por Dirceu Vianna Jr foi a consistência da produção do vinho nacional que infelizmente não existe... "Por outro lado, a maioria dos 10 últimos colocados também eram vinhos brasileiros, demonstrando que ainda existe muito trabalho para ser feito até que a região apresente uma certa consistência."
Enfim ainda há referências a evoluções que nossos produtores devem fazer, tanto técnico como na manutenção dos vinhedos além da criação da DOC Vale dos Vinhedos que está sendo discutida. Também há informações interessantes sobre a melhor adaptação da Merlot ao nosso solo. É sim uma bela entrevista e cheia de conteúdo, como deve ser! Mas nào vamos sair falando mundo afora que nós somos o país da Merlot porque, como procurei demonstrar acima, nào somos.
Conclusão que eu tiro de tudo isso? É que o vinho nacional está melhorando mas tem muitos desafios pela frente. Esse estudo e tantos prêmios demonstram que nosso produtor vem evoluindo significativamente no quesito qualidade, apesar de não termos a consistência que precisamos ainda nos vinhos tintos. Consistência que já possuímos nos espumantes e já teríamos nos brancos se houvesse algum foco neles.
Enfim a primeira grande "via" para implantação da cultura do vinho no Brasil está sendo trilhada e está colhendo seus resultados. Mas infelizmente a segunda nem é comentada e nem discutida, talvez só por nós consumidores, que é como reduzir o preço do vinho nacional?
Forte Abraço!

domingo, 18 de julho de 2010

Almoço de Domingo: Penne ao Molho de Funghi com Cubos de Filet Mignon


Vá as compras, "tire o escorpião do bolso" e invista alguns R$ numa boa massa de grão duro, não esqueça de 300g de filet mignon, 50g de funghi, uma lata de creme de leite, salsinha e cebolinha e cebola.
Daí você já sabe, hidrate o funghi, utilize um caldo para acentuar o sabor, ah! reserve parte do caldo (duas conchas), após a hidratação para acrescentar a água de cozimento do Penne, tem o mesmo objetivo: acentuar o sabor!
Bom, enquanto o funghi hidratava nós picamos a cebola bem pequena e o filet mignon em cubos também pequenos. Funghi hidratado também deve ser picado mas de forma grosseira, a salsinha e a cebolinha devem ser no capricho...
Opa! Água fervente, pra lá com 200g de penne, não esqueça de ferver a água com o caldo que mencionei, ok?
Numa frigideira grande refogue na manteiga os cubos de filet mignon, quando eles chegarem ao ponto, afaste-os do meio da frigideira levando-os até o limite dmesma e refogue rapidamente a cebola no centro, acrescente uma colher de manteiga se desejar. Dourou! Hora do funghi cair na panela... rapidamente refogue-o e misture com os demais ingredientes. Terminou? Não! Fogo baixo e creme de leite, sem o soro logicamente, misture delicadamente até a cor do mesmo atingir uma espécie de marrom claro.
Durante tudo isso seu penne ficou pronto, do escorredor para a frigideira e novamente misture sem pressa até que o molho se integre ao penne. Finalize com a salsinha e cebolinha picada.
Escolha um bom vinho e um bom parmesão. Eu ainda recebí o lindo sorriso da Val, quer mais?
Forte Abraço!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Conde de Valdemar Crianza 2004

Tinto, 85% Tempranillo, 15% Mazuelo
País: Espanha
Bodegas Valedmar
Preço: R$ 62
Este vinho apareceu no Montando a Adega - Espanha por indicação do amigo Beto Duarte e foi uma grata surpresa poder degustá-lo na Confraria Pão do Cambuí na companhia do também amigo Jean Krause.
Este vinho tem sua origem na aclamada Rioja e matura cerca de 16 meses em carvalho tem um bom preço e é muito agradável. Na minha opinião foi o melhor da noite e teve concorrentes fortes.
A cor ainda é rubí brilhante e translúcida, sem reflexos. Os aromas trazem complexidade e boa intensidade com frutas negras maduras, especiarias e toques animais e defumados.
Este vinho "enche a boca" com seu bom corpo, boa acidez, bom volume tânico, é macio, tem boa persistência e não apresenta sinais de álcool ou de amargor. Tem tudo que um vinho precisa ter para ostentar o chamado equilíbrio, e que equilíbrio!
Casou muito bem com os embutidos que foram servidos na noite. Pratos com bom volume de sabor podem fazer um bom papel com ele, mas não podem ser rústicos ou muito fortes.
Forte Abraço!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Fleur du Cap Sauvignon Blanc 2007 #cbe

Branco, 100% Sauvignon Blanc
País: África do Sul
Fleur du Cap
Preço: R$ 32
Mais um vinho da Confraria Brasileira de Enoblogs desta vez selecionado pelo confrade Luis Sergio da Vitis Vinifera. Na verdade ele sugeriu Nederburg Twenty 10 Sauvignon Blanc, mas eu não encontrei e fui de Fleur du Cap.
Nosso exemplar vem de Stellenbosch, é varietal e apresenta graduação alcóolica de 14%, ao melhor estilo Novo Mundo.
Na taça chamou atenção pela cor amarelo palha e sem reflexos, apesar dos três anos de idade. O nariz é intenso marcado pelas notas herbáceas, como os chilenos de safras novas. Com algum tempo de descanso na taça notas de frutas cítricas timidamente dão o ar da graça...
A boca confirma o nariz, retrogosto herbáceo, boa acidez, corpo médio e persistência razoável. Correto, eu diría, mas sem impressionar.
Eu e a Val desfrutamos com um risoto de camarões, que afirmo humildademente estava superior ao vinho, pena... o meu risoto talvez precisasse de mais ervas para uma melhor harmonização, acho que especialmente manjericão... Mas fica a foto...
Forte abraço!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Rust en Vrede Shiraz 2003

Tinto, 100% Shiraz
País: África do Sul
Rust En Vrede
Preço: R$ 106
Mais um belo vinho sul-africano por aqui. Conhecí este também na Confraria Pão do Cambuí dirigida pelo amigo e sommelier Jean Krause.
De cor rubí intensa e lágrimas abundantes esse vinho confirmou seus 14,5% de álcool na análise visual.
Os aromas remeteram a frutas frescas e especiarias. Com algum tempo na taça notas de côco surgiram insinuantes e confessando que o carvalho utilizado nos 18 meses de maturação era americano...
Na boca o ataque mostrou potência, quente este vinho apresentou bom corpo, taninos maduros e boa persistência. A madeira não sobrepôs a fruta o que é muito interessante já que 18 meses de maturação de carvalho é um belo período de descanso.
Na minha opinião um Syrah melhor que a maioria dos australianos e coincidência ou não mais um belo Syrah de Stellenbosch, acho que esta cepa francesa vem despontando com mias força por lá...
Pratos com grande volume de sabor para acompanhar este vinho, de preferência carnes de "segunda"cozidas lentamente e bem temperadas.
Forte Abraço!