terça-feira, 30 de junho de 2009

Monte Velho Tinto 2006

Tinto, Trincadeira, Aragonês e Castelão
País: Portugal - Alentejo
Preço: R$ 38
Ultimamente ando procurando boas opções de meia-garrafa por aí. O Monte Velho é uma delas! Essa procura visa beber menos e principalmente porque minha esposa me acompanha numa taçinha e olhe lá!
Gosto dos vinhos do Alentejo pelo seu lado gastronômico, pelo corpo médio e pela carga tãnica sempre firme. O Monte Velho é um vinho interessante, frutado, preservando a elegância, mas resguardando alguma potência. Bebí essa meia garrafa acompanhada de minha esposa e me custou R$ 23.
Este vinho apresentou cor rubí violácea intensa, halo aquoso mínimo e muitas lágrimas e bem espessas. Os aromas remeteram a frutas frescas, com um toque de ameixa e nuances defumados. A evolução aromática trouxe aromas de chocolate e caramelo.
Na boca um bom ataque com retrogosto frutado, boa carga tãnica e madura, sustentada por um bom corpo, acidez correta e álcool na medida para amaciar a boca. Uma pequena aresta de álcool, característica do Alentejo, que serviu para esquentar mais uma fria noite de inverno.
E o mais importante, a Val gostou!
Um vinho que permanecerá bom por uns dois anos, mas sem grandes evoluções. Experimente com carnes e massas.
Forte Abraço!

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Barbera D'Asti Camp du Rouss 2005

Tinto, 100% Barbera

País: Itália

Luigi Coppo

Preço: Acima de R$ 100

E passamos pelo Piemonte mais uma vez. Ao norte da Bota com os Alpes como paisagem e limítrofe, é uma região de esplendorosos vinhos como este Barbera. Mas não se esqueçam dos Barolos, Barabarescos, etc e tal.

Nosso Barbera envelhece 12 meses em carvalho francês, barricas mesmo, 20% novas. Percebemos as marcas da madeira no vinho, mas elas não superam fruta apenas a complementam tornando esse Barbera elegante.

Um vinho de cor rubí, sem reflexos e de média intensidade, com halo aquoso perceptível e lágrimas finas. Os aromas trazem frutas maduras, couro, caramelo e um terroso com o tempo na taça. Todos os aromas de média intensidade.

Com taninos de razoável qualidade, boa acidez, corpo médio, leve amargor e um pouquinho de álcool a mais achei que um casamento com massa a bolonhesa sería interessante. O ataque na boca ressaltou a mistura da fruta com a madeira e me lembrei do balsâmico.

Nesse inverno uma boa opção para acompanhar massas. E eu não guardaría este vinho por mais de uma ano.

Forte Abraço.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

San Fabiano Calcinaia 2006 - Chianti Classico

Tinto, 100% Sangiovese

País: Itália

San Fabiano Calcinaia

Preço: De R$ 60 a R$ 100

Chegamos a Toscana, terra de grandes vinhos. Lá tem Chianti, tem Supertoscano, Brunellos, tem tanta coisa boa... A Toscana fica no centro-oesta da Itália, esclarecendo: no cano da bota, parte da frente e lá em cima...

Os Chiantis harmonizam com assados de aves, porco e massas, inclusive com o tradicional molho ao sugo.

O nosso exemplar tem cor rubí violácea de média intensidade, com pequeno halo aquoso e lágrimas de média espessura. Os aromas remetem a frutas negras frescas e baunilha. Com o tempo temos um balsâmico e posteriormente algo de café. Os aromas são de média intensidade e complexidade.

Na boca um vinho que agrada bastante e pede comida. Boa acidez equilibrada ao médio corpo. Bom ataque na boca sem lembranças de álcool e apenas uma pontinha de amargor. Sabore frutados e final satisfatório. Um bom equilíbrio de forma geral, um vinho prazeroso.

Forte Abraço!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Valpolicella Classico Campo del Biotto 2007

Tinto, 70% Corvina, 20% Rondinella, 5% Molinara, 5% Castas Antigas
País: Itália
Castellani Michele & Figli
Preço: De R$ 30 a R$ 60
Continuamos passeando pela Itália e chegamos a maravilhosa região do Vêneto, especial para esse blogueiro, pois remete a seus antepassados. Minha família tem origem lá. O Vêneto é a região dos famosos e disputados Amarones...
Mas estamos falando do Vêneto que corre pelo Rio Pó até a fronteira da Áustria com solo de aluvião e muitos Prossecos... Mas lá está o Valpolicella, o "Vale das muitas Adegas", onde encontramos esse interessante corte de uvas italianas. Com base na Corvina, os Valpolocellas são vinhos de corpo médio para leve, gastronômicos e para consumo imediato. No nosso Brasil encontramos diversos deles pelas prateleiras dos supermercados.
O nosso exemplar é um vinho de intensidade de cor baixa, um rubí translúcido e já apresenta refelxos atijolados e halo aquoso perceptível. As lágrimas são de média espessura.
Os aromas remetem afrutas vermelhas frescas e flores. Pano de fundo para um aroma herbáceo, todos de média intensidade.
O ataque na boca é moderado assim como os taninos, em pequena quantidade mas finos. Bem equilibrado, de corpo leve, acidez excelente e final médio. Implora por um bom assado de ave na mesa devidamente acompanhado de uma massa leve.
Uma ótima pedida! Inclusive pode ser um bom vinho para começar a noite de "Queijos e Vinhos" ou acompanhar aquela sopa numa noite fria.
Forte Abraço!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Primitivo di Manduria - Ognissole 2005

Tinto, 100% Primitivo

País: Itália

Feudi di San Gregorio

Preço: De R$ 60 a R$ 100

No calcanhar da Bota (Itália) fica a região de Puglia, região influenciada pelo Adriático, região onde encontramos a Manuduria e seus primitivos. Vinhos de muito corpo, carga tânica elevada e longa guarda.

Temos aqui o exemplar da Feudi di San Gregorio, excelente produtor. Na taça apresentou cor rubí, ainda com reflexo violáceo e halo aquoso inexistente. Pocuas e espessas lágrimas correram pelas paredes da taça.

Os aromas apresentaram média intensidade e complexidade. O ponto alto foram as frutas negras bem maduras, lembrando geléia e o desenvilvimento dos chamados aromas secundários e terciários de couro, pimenta e café torrado.

Na boca um vinho potente mas com uma característica mais elegante. Bom equilíbrio entre álcool e acidez, o que amacia bem a boca e torna o vinho bem gastronômico. Como era de se esperar, encorpado e com boa carga tânica, grande e fina. O retro olfato trouxe o balsâmico.

Um bom vinho que acompanharía perfeitamente uma boa carne vermelha. Acho que uma picanha de forno faría uma harmonização inesquecível.

Sou fã dos primitivos... e acho que não devem nada para os badalados vinhos do norte da Itália.

Forte Abraço!