sábado, 31 de julho de 2010

Picció Syrah 2006

Tinto, Syrah
País: Itália
Podere Castorani
R$ -
Eu era muito curiosos em relação aos Syrah`s do sul da Itália afinal essa cepa francesa vem sendo cultivada com sucesso por lá e eu não tinha experimentado nenhum ainda. Eis que meu grande amigo Alexandre me presenteia com este vinho da Podere Castorani.
Essa vinícola foi fundada em 1793... precisa falar algo mais? De vinho eles entendem... Esta experiëncia me mostrou um Syrah mais elegante, normalmente quando bebo um Syrah espero um vinho com muita presença em boca, com uma "pegada forte", mas este aqui é volumoso mas não é agressivo.
Na taça apresentou cor rubí violácea, brilhante e intransponível. Os aromas remeteram a frutas veremelhas frescas como morangos e framboesas além nuances de especiarias completavam o painel típico da Syrah, destaque para a pimenta.
Na boca o vinho demonstrou boa estrutura, bom volume de taninos e sedosos, sem amargor e excelente acidez, essa úlitma influência total do terroir italiano! Os sabores confirmaram os aromas e final de boa persistência.
Abrí este vinho com um casal de amigos e um maravilhos pão de calabresa que minha esposa fez, a foto, que não ficou boa... perdoem... está logo abaixo.
Forte abraço!

domingo, 25 de julho de 2010

Mais "Palhaçada" na F1... Um brinde a Carlos Reutemann, Didier Pironi e René Arnoux!

Mais palhaçada na F1... e esse fã aqui cada vez tem menos vontade de assistir as corridas e brindar as vitórias dos pilotos brasileiros... Sabemos que são situações difíceis, contratos e mais contratos, inúmeras e desgastantes cláusulas...
Mas os três pilotos do título deste post ainda faziam da F1 um esporte! Para eles, com certeza, eu abriría meu melhor vinho... clique aqui e descubra o porquê.
Forte Abraço!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Retsína "Karaváki" EKP, um Vinho Intrigante...


Branco, Savatianó e Rodítis
País: Grécia
Cambás
R$ 32
Como disse terça-feira foi o dia da amizade então decidí abrir alguns vinhos e receber os amigos para brindar, celebrar!
E começamos a noite com este Retsína. Eu tinha uma enorme curiosidade em relação a estes vinhos. Curiosidade da antiga tradição grega de vinificá-los com resina de pinho e qual sería o resultado disso...
O nome "Karaváki" seginifica barco, que é devido ao rótulo. É conhecido desta forma na Grécia.
Bom, não é um vinho para todos os dias nem um vinho de exceção, sei lá... é um vinho intrigante... na verdade é para saciarmos estas curiosidades que sempre possuímos. Abra com alguns amigos pois se trata de algo diferente e nem sempre agrada a todos, foi o que aconteceu na terça.
De com amarelo palha ainda com reflexo esverdeado e poucas lágrimas. Aromas verdes dominates, mas diferente do que estamos acostumados, remetem a mata silvestre, muitas ervas, madeira (com certeza pinho, vai evoluindo para um resinoso. Complexo e intenso mas sobretudo: diferente!
Na boca corpo médio mas de sabores acentuados, fortes, marcantes. Sabores verdes confirmando o olfato. Seco, álcool correto e sem amargor. Boa persistência. Deve ser apreciado sozinho sem a companhia de pratos, eu acho...
Acredito ser melhor abrir com outros comensais pois muitos não beberíam duas taças deste vinho. E isso não significa que ele é ruim, apenas particular. Sendo assim, não agrada todos os paladares.
Forte Abraço!

terça-feira, 20 de julho de 2010

20 de Julho... Dia da Amizade! E Vinhos que Emocionam...

um brinde de amigos no Varanda

Hoje é 20 de julho, dia da amizade! Amizade que é um sentimento universal, já que todos nós a sentimos, independente de cor, raça, religião, caráter, etc. Deus a permite para todos! E todos que passam por esse mundo não tem a opção de não sentí-la.
E o que um blog de vinhos está fazendo quando fala sobre amizade? Está apenas lembrando que a bebida, seja ela qual for, cerveja, vodca, whisky ou mesmo o vinho, foi criada para celebrar, para comemorar e entre as celebrações nós devemos celebrar a amizade!
É verdade... na vida, amigos vem e vão... por isso você, eu, todos, devemos aproveitar ao máximo o tempo que temos com cada amigo que a vida nos apresenta. Realmente curtir, porque os amigos não se veêm durante anos mas quando se encontram os anos que passaram se tornam segundos, a amizade é assim... atemporal!
E tem mais... com os amigos dividimos alegrias e tristezas, chorar e sorrir é quase intrínseco a uma grande amizade... muitas vezes é mais fácil dividir algum medo com os amigos de com os familiares, vai entender o porquê... porque nossos amigos não se importam com os nossos defeitos e qualidades, eles nos admiram pelo que somos!!! Sejamos pobres, ricos, felizes ou amargurados.
Simples assim... amigos se emocionam conosco, as vitórias deles são as nossas e as nossas são as maiores vitórias deles... um espetáculo! Um espetáculo daquilo que o ser humano é na sua essência: sentimento, emoção!
E se o ser humano é emoção... por que não abrir aquele vinho especial hoje? Aquele que te emocionou... aquele que estamos guardando para um "momento especial"... Quer algo mais especial que receber os amigos???
Forte abraço!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Miolo Terroir 2005, o Melhor Merlot do Mundo! A Matéria da Época e os Detalhes que não Podemos Deixar Passar...

Dirceu Vianna Junior, Master of Wine, realizou um esstudo, uma tese, para conclusão do seu curo no Institute of Masters of Wine. Essa tese teve como tema a qualidade do vinho produzido a partir da Merlot em território tupiniquim e tudo isso além de uma entrevista com o próprio Dirceu foram tema para a matéria da Época. Você pode conhecer o conteúdo da entrevista clicando aqui, porém só terá acesso a entrevista o conteúdo restante só para assinantes Época ou se adquirir a revista, ok?.
Bom para evitar polemizar devemos nos ater a alguns pontos, primeiro é ótimo ver oito vinhos nacionais entre os 10 melhores do painel, mas nem por isso o Merlot Terroir 2005 é o melhor Melot do Mundo, isso é exagero. Claro que é um painel extenso que comtempla mais 10 regiões produtoras de Melot e todas elas de qualidade e que os degustadores são os melhores mas existem outras hipóteses que nos devem trazer mais humildade em relação a essa afirmação.
Segundo a faixa de preço comtemplava vinhos entre 5 e 15 libras, algo em torno de R$ 15 a R$ 45 no Brasil, porém em preços de atacado. Ou seja o consumidor final inglês não pagaría esses valores pelos vinhos. Temos que tomar cuidado também em afirmar então que nossos vinhos são os de melhor custo-benefício do mundo.
Depois dessas duas questões vamos as próprias palavras do Dirceu sobre o vinho nacional, abre aspas... "Seria uma falsa generalização e um erro grosseiro dizer que os vinhos brasileiros são os melhores do mundo. O que pode-se concluir é que em safras boas e respeitando um certa faixa de preço os vinhos brasileiros têm condições de ser tão bons ou melhores que vários importados."
Quando estudamos com detalhe a lista do Top Ten notamos que todos os vinhos são da safra 2005, que foi simplesmente a melhor safra que o Brasil já produziu, comparando com Chile, por exemplo, que tem um vinho no Top Ten, sendo este da safra 2006, uma safra boa mas não excepcional como a nossa.
Outro ponto abordado por Dirceu Vianna Jr foi a consistência da produção do vinho nacional que infelizmente não existe... "Por outro lado, a maioria dos 10 últimos colocados também eram vinhos brasileiros, demonstrando que ainda existe muito trabalho para ser feito até que a região apresente uma certa consistência."
Enfim ainda há referências a evoluções que nossos produtores devem fazer, tanto técnico como na manutenção dos vinhedos além da criação da DOC Vale dos Vinhedos que está sendo discutida. Também há informações interessantes sobre a melhor adaptação da Merlot ao nosso solo. É sim uma bela entrevista e cheia de conteúdo, como deve ser! Mas nào vamos sair falando mundo afora que nós somos o país da Merlot porque, como procurei demonstrar acima, nào somos.
Conclusão que eu tiro de tudo isso? É que o vinho nacional está melhorando mas tem muitos desafios pela frente. Esse estudo e tantos prêmios demonstram que nosso produtor vem evoluindo significativamente no quesito qualidade, apesar de não termos a consistência que precisamos ainda nos vinhos tintos. Consistência que já possuímos nos espumantes e já teríamos nos brancos se houvesse algum foco neles.
Enfim a primeira grande "via" para implantação da cultura do vinho no Brasil está sendo trilhada e está colhendo seus resultados. Mas infelizmente a segunda nem é comentada e nem discutida, talvez só por nós consumidores, que é como reduzir o preço do vinho nacional?
Forte Abraço!