quarta-feira, 16 de maio de 2012

Noite de Belos Vinhos!

Um fim de semana desses que passou, eu e a Val decidimos visitar o Rio de Janeiro e os amigos Claudio e Rafaela, do Le Vin au Blog. Foram dois dias que passaram muito rápido mas foram de muita alegria. 
No sábado depois de um veloz city tour pelos pontos turísticos mais famosos do Rio, paramos na Praia Vermelha para degustarmos dois ótimos espumantes... um Adolfo Lona e o maravilhoso Maria Valduga, presente dos queridos Gil e Érika Mesquita, e ficar escrevendo sobre a qualidade desses vinhos é 'chover no molhado', acredite! Mas uma coisa eu garanto! Beber espumante na praia não tem preço! Pode ser de noite... de dia... não interessa!

E aí? Ainda temos uma baita surpresa! Descobrimos um novo pizzaiolo! Claudio mandou muito bem! Belas pizzas e mais alguns bons vinhos, Casa Rivas Maria Pinto Estate 2003, Monte Vide Eu 2006 e Les Coteaux Mont du Toit 2004. Verdade! Apenas vinhos do Novo Mundo e uma noite de bom papo, para que mais? 
Forte Abraço!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Noite de Gala!!!

Era um sábado como qualquer outro, não tinha nada demais para ser especial, mas um e-mail para lá e outro para cá... e quem tem amigos e bom vinho muda tudo em instantes!!! 
Foi assim... eu e meu amigo Alexandre Frias novamente reunidos a mesa para boa comida e umas garrafinhas... Minha esposa foi para o fogão dessa vez... Caprichou na receita de Mignon com um belo molho a base de vinho (incrementado com creme de leite fresco, suco de laranja, mussarela, etc) e a fantástica farofa de pinhão. 
Logo abrimos o Gala 1 2004, corte de Malbec, Petit Verdot e Tannat, que no auge dos seus 08 anos envelheceu como um bom vinho do novo mundo! Cor rubi escura, aromas de frutos negros em compota como figo e ameixa, passando por cravo, canela e evoluindo para bala toffe, chocolate. 

Na boca ainda apresentou potência, acidez e corpo, bem integrados ao álcool e taninos, que estavam em bom volume, finos e presentes. Boa persistência! Um belo vinho mas um pouco forte para o prato na minha opinião, preferi o segundo como harmonização... 
Aliás o Gala 2 2004 é um autêntico corte bordalês! Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc, cor rubi viva, com leve reflexo acastanhado. Aromas de couro, terra molhada, frutas secas, pimenta e terra molhada. 

Mais elegante ainda quando o provamos, com corpo médio, boa acidez, taninos finíssimos e persistência excelente. Como disse casou bem com o prato, arrancando elogios dos presentes! Ambos os vinhos foram decantados. 
Finalizamos a noite com sorvete e um Batasiolo Muscatel Tardio 2003, um vinho agradavelmente e suavemente doce. Leve e fugaz, este vinho pode frustrar alguns, mas tem um encanto ímpar, você deve experimentá-lo se tiver uma oportunidade. 
Forte Abraço!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Especial Uruguai: Abraxas 2002, o Vinho da Viagem!

foto: www.diariodebaco.com.br
A viagem para o Uruguai já era para lá de especial mas o domingo a noite reservava uma grande surpresa para eu e o amigo Alexandre Frias. Já havíamos decidido na quinta-feira que jantaríamos no El Fogón no domingo, a decisão foi tomada naquele noite no mesmo restaurante quando consultamos a carta de vinhos. 
O Abraxas 2002 é um vinho cultuado por alguns bloggers, eu entre eles e se não me engano foi o Sr Claudio Werneck, Le Vin au Blog, que nos apresentou. É um grande vinho que repousou 18 meses em barricas francesas novas e mais 12 meses em garrafa antes de ser comercializado. Porém aqui alguns detalhes são muito importantes, primeiro o rendimento das vinhas: apenas 35 hectolitros por hectare, semelhante aos rendimentos de Bordeaux. Segundo: as barricas francesas são de 300 litros, para 400 garrafas. Normalmente as vinícolas utilizam barricas de 225 litros, 300 garrafas. 
Esses detalhes demonstram o cuidado, o esmero na produção desse vinho e que acabou por gerar muita qualidade. Mas apesar disso quando pedimos o Abraxas, o simpático garçom Hernán não quis nos vender. Verdade! Ficamos incrédulos! Nunca tínhamos passado por essa experiência, nem poderíamos imaginado que aconteceria. E o surpreendente foi que ele não se satisfez quando insistimos, diria que ele foi extremamente combativo com seus argumentos, já que acreditava se tratar de um vinho complexo e difícil aceitação do público em geral. Acho que foi quando falamos que ele deveria decantar o vinho que Hernán desistiu e nos providenciou o Abraxas que, aliás, serviu com perfeição. 
Por tudo isso mas principalmente pelo que esse vinho apresentou na taça, o Abraxas 2002 foi o grande vinho da viagem! De cor rubi sem reflexos, com aromas intensos e complexos, frutas secas como tâmara, defumado, carne, couro e balsâmico. Na boca elegância! Difícil imaginar para um tannat, não? Mas é verdade! Corpo médio, acidez excelente, volume tânico finíssimo e presentes. Persistência excelente. Casou perfeitamente com o carre de cordeiro na brasa! 
Inesquecível! 
Forte Abraço!

terça-feira, 1 de maio de 2012

Jean Bousquet Grande Reserve Malbec 2008 #cbe


Eu ando em falta com a Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE), faltei alguns meses, digamos assim... Nesse mês de maio retorno seguindo a indicação da excelente Fabiana Gonçalves do blog Escrivinhos: "Um vinho orgânico ou biodinâmico, de qualquer nacionalidade e faixa de preço." 
Dei aquela olhada na adega e eu já estava com vontade de abrir esse vinho... o meu escolhido foi o principal Malbec da Domaine Jean Bousquet, um produtor francês radicado na Argentina, mais precisamente no Tupungato. 
De cor rubí com suave reflexo violáceo, este é um vinho chorão denotando seus 15% de álcool. No nariz o álcool aparece um pouquinho, mas este caldo tem uma complexidade incrível apesar dos aromas serem discretos, de baixa intensidade, ao melhor estilo francês... 
Notas de frutas frescas, amora, figo, ameixa, além de nuances de pimenta do reino, herbáceos, couro e resinosos... 
Na boca o vinho tem corpo médio, boa acidez, taninos finíssimos, boa persistência e retrogosto confirmando as frutas. O álcool aqui não aparece, interessante. Acho que poderia fazer um bom par com carnes leves com molhos de frutas como um Cordeiro com molho de jabuticabas... 
Forte Abraço!

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Especial Uruguai: Bodega Pisano, Única!

Depois de termos visitado a Marichal rumamos para Progresso, vilarejo onde fica a Bodega Pisano. Eu já era fã da vinícola, especialmente por um vinho que postei por aqui há alguns meses. E visitar a Pisano foi das experiências mais legais que tive e foi assim por causa de um tal Daniel Pisano. 
Era meio de tarde quando chegamos a Pisano, fomos recebidos pela Gabriela e pelo Ignacio, responsáveis pela exportação da vinícola. Depois de algumas palavras fomos até os vinhedos e por lá ficamos conversando sobre a vinícola, produção e exportação. Soubemos que a Pisano é o maior exportador de vinhos do Uruguai, etc e tal. Mas eis que sorrateiramente chega ele, Daniel Pisano. 
De sorriso largo no rosto e carismático, Daniel é um dos 03 irmãos Pisano, os outros dois são Eduardo e Gustavo, que também tivemos a oportunidade de conhecer. A partir da presença do Daniel a energia da visita mudou, o homem é irreverente e muito bem humorado. Logo nos tirou dos vinhedos e nos conduziu até uma adega subterrânea da família, onde estão guardadas verdadeiras preciosidades, vinhos de diversas décadas, ficamos babando... 
Logo subimos para uma sala de degustação com o único Parriforno do mundo, pensei: Que será isso? A explicação venho, está lá no Diário de Baco do amigo Alexandre Frias, com quem tive o prazer de viajar. Nessa sala ficamos umas duas horas provando vinhos mas sobretudo aprendendo com Daniel. 
Inúmeras coisas foram ditas, como o porque de não terem estrutura para Enoturismo, restaurante, etc. Simples! O foco está na produção, esse é o objetivo da vinícola, ponto! Conversamos também sobre o Torrontés da vinícola, o único fora da Argentina, Daniel contou a história de como trouxe a muda para o Uruguai e falou com muito orgulho do vinho, sempre insistindo na palavra único. E foram tantas mais histórias contadas... únicas!
Daniel Pisano
É fácil perceber o orgulho que Daniel tem da Bodega Pisano, dos vinhos, irmãos, família, etc. Mas a Pisano não é especial por fazer o único espumante de Tannat que conhecemos, ou o único Torrontés de fora da Argentina, ou o único Licor de Tannat (vinho de sobremesa) que mistura os métodos do Amarone e do Porto. A Bodega Pisano é úncia porque todos ali fazem dela uma lugar sem igual, um lugar especial. 
Portanto os vinhos são para lá de especias, quando puder experimente o Rio de Los Pajaros Tannat, o Tannat/Syrah/Viognier, o Licor de Tannat, o Arretxea, o RPF Tannat ou o RPF Pisano. Você beberá excelentes vinhos, vinhos que tem o estilo do produtor, não só pela estrutura que buscam quando o fazem, eles querem "vinhos de corpo", vinhos com essa característica. Mas existem outras características marcantes nos vinhos da Pisano, a inovação é uma delas, vinhos com uvas e métodos que não são tradicionais no Uruguai...  
A Pisano é isso, simpatia, irreverência, inovação, capacidade e cordialidade. Um espetáculo a parte. Ainda tivemos tempo de experimentar sorvete de creme com figo em caldas e Licor de Tannat, delicadamente derramado sobre a sobremesa... 
E conhecer a fantástica coleção de motos do Daniel... 
Forte Abraço!